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MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, descartou na segunda-feira o fim do acordo comercial que o país mantém com os Estados Unidos, mas advertiu sobre as "inconsistências" da política tarifária da administração do presidente norte-americano Donald Trump, que afeta especialmente a indústria automotiva.
Ele se referiu ao pacto comercial firmado entre as partes em 2019, quando Trump também era presidente do país norte-americano. Esse pacto reduziu as taxas de importação de produtos agrícolas dos Estados Unidos e permitiu que Tóquio evitasse um aumento nas tarifas.
Embora as partes tenham concordado na época que essas tarifas não aumentariam daqui para frente, o governo japonês não ficou isento das políticas tarifárias do novo governo Trump, que aplicou tarifas de 24% sobre todas as importações do setor automotivo.
"O Japão está muito preocupado com a falta de consistência nessa questão, levando em conta o acordo bilateral de 2019", disse Ishiba em um discurso ao parlamento japonês. "Continuaremos a defender nossa posição", disse ele, antes de enfatizar que não tem intenção de encerrar o acordo em questão.
O Ministro das Finanças do Japão, Katsunobu Kato, deve visitar Washington no final desta semana para conversar com autoridades norte-americanas sobre a questão. Ele se reunirá com o Secretário do Tesouro Scott Bessent, a quem transmitirá suas preocupações.
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