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MADRID 30 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades japonesas anunciaram nesta sexta-feira um acordo com o governo chinês para finalmente retomar as exportações de alimentos para o país vizinho, uma medida que Tóquio solicitou insistentemente, apesar da relutância expressa por Pequim após a liberação da água tratada da usina de Fukushima no mar.
O porta-voz do governo japonês, Yoshimasa Hayashi, disse durante uma coletiva de imprensa que os dois países haviam concordado em "implementar uma série de medidas técnicas para abrir caminho para a exportação de alimentos do mar para a China", mais um sinal da reaproximação entre os dois países, segundo a agência de notícias Kiodo.
As autoridades alfandegárias da China disseram que houve um "progresso significativo" nas negociações bilaterais sobre a questão, mas não entraram em mais detalhes. Espera-se que Pequim anuncie formalmente uma retirada formal de grande parte das proibições, que foram implementadas pela primeira vez em agosto de 2023.
No entanto, Hayashi indicou que o governo buscará suspender as restrições remanescentes sobre as exportações de alimentos para uma dúzia de prefeituras no Japão, incluindo Fukushima, que estão em vigor desde o acidente nuclear causado pelo grave terremoto e tsunami de 2011.
A proibição imposta pela China tem sido objeto de atrito entre as partes, que também têm disputas territoriais, especialmente no Mar do Sul da China. No entanto, o ministro das Relações Exteriores do Japão, Takeshi Iwaya, descreveu a medida como "aceitável" e indicou que poderia ser "o início" de um processo para alcançar soluções mais amplas.
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