Europa Press/Contacto/Iranian Government/Office Of
MADRID 18 jun. (EUROPA PRESS) -
O líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Jamenei, reconheceu nesta quinta-feira que tinha uma “opinião diferente” sobre o acordo preliminar com os Estados Unidos, embora tenha dado seu consentimento ao acordo devido ao “compromisso” do presidente iraniano, Masud Pezeshkian, e dos demais membros do Conselho Supremo de Segurança Nacional “para salvaguardar os direitos” do povo iraniano.
“Eu, por princípio, tinha uma opinião diferente; no entanto, tendo em vista o compromisso que o (...) presidente — na qualidade de chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional — me concedeu, em seu próprio nome e em nome dos demais membros, no que diz respeito à salvaguarda dos direitos da nação iraniana e da frente de resistência, e de sua aceitação explícita dessa responsabilidade, dei meu consentimento”, explicou ele em suas redes sociais.
“Ele (Pezeshkian) afirmou explicitamente que, caso a parte norte-americana tentasse apresentar exigências excessivas, ele não se submeteria. A partir de agora, nós — ou seja, vocês, a orgulhosa nação, e este humilde servidor — aguardaremos o cumprimento das condições acima mencionadas”, acrescentou Jamenei, após valorizar os “grandes esforços” e a “boa vontade” dos negociadores iranianos.
O aiatolá, filho do falecido Ali Jamenei, considerou que “foi o presidente norte-americano (Donald Trump) quem, em um ato de desespero, utilizou todo tipo de pressão para conseguir” o memorando de entendimento assinado nesta mesma quarta-feira pelos dois líderes e garantiu que “as futuras negociações presenciais não implicarão a aceitação da postura do inimigo”.
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