Publicado 03/07/2026 11:19

Jamaica e Suriname elevam para 120 o número de Estados-membros da ONU contrários ao veto de atrocidades no Conselho de Segurança

Archivo - Arquivo - ARQUIVADO - 7 de abril de 2026, EUA, Nova York: Membros do Conselho votam projeto de resolução sobre a reabertura do Estreito de Ormuz durante a reunião do Conselho de Segurança na sede da ONU, em Nova York. Foto: Lev Radin/ZUMA Press
Lev Radin/ZUMA Press Wire/dpa - Arquivo

MADRID 3 jul. (EUROPA PRESS) -

A França obteve o apoio da Jamaica e do Suriname à iniciativa franco-mexicana para eliminar o direito de veto em casos de “atrocidades em massa” no Conselho de Segurança, uma proposta que já conta com o apoio de 120 Estados-membros da Organização das Nações Unidas.

O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, que agradeceu aos dois países por se unirem ao apoio à chamada Declaração Política sobre a Suspensão do Direito de Veto em Casos de Atrocidades em Massa, que a França e o México começaram a promover há mais de 10 anos, em agosto de 2015.

Embora a palavra “veto” nunca apareça na Carta das Nações Unidas, seu exercício pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, particularmente em situações de atrocidades, “pode ter um efeito desproporcional sobre a legitimidade da ONU e impedir a busca por justiça para as vítimas desses crimes”, lamentou na época a ONG Coalizão pelo Tribunal Penal Internacional.

Em sua declaração de 2015, a França e o México entendem que “o Conselho de Segurança não deve ser impedido pelo uso do veto de adotar medidas destinadas a prevenir ou pôr fim a situações que envolvam a prática de atrocidades em massa”, pois “o veto não é um privilégio, mas uma responsabilidade internacional”.

“A inércia positiva deve continuar”, declarou Barrot em sua saudação à adesão dos dois países caribenhos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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