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MADRID 24 fev. (EUROPA PRESS) -
Iván Cepeda, principal candidato às eleições de maio, denunciou perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) “a campanha publicitária” contra ele lançada por setores da direita colombiana, incluindo o ex-presidente Álvaro Uribe, como parte de uma “perseguição política” para associá-lo à extinta guerrilha das FARC.
Cepeda acusou nesta terça-feira o ex-mandatário e seu entorno de quererem relacioná-lo “falsamente” com as desaparecidas FARC e o narcotráfico, chegando até mesmo a tentar pressionar as agências dos Estados Unidos para que tomem medidas legais contra ele com base nessas “informações falsas”.
“Estão sendo investidos recursos consideráveis para me apresentar à opinião pública, e cito textualmente porque esse é o apelido que estão usando, ‘herdeiro das FARC’. Essa campanha foi divulgada através da mídia (...) outdoors e todos os tipos de recursos digitais”, denunciou.
O candidato do Pacto Histórico explicou que, para esta campanha, foram utilizadas “todo tipo de mentiras” e “métodos abertamente ilegais e criminosos” para manipular a opinião pública de cara às eleições presidenciais de 31 de maio.
Para isso, descontextualizaram seu papel como negociador nos processos de paz ou tentaram “reviver” o caso de um “suposto arquivo” do computador do comandante das FARC já falecido Luis Édgar Devia Silva, alias “Raúl Reyes”, que já foi rejeitado pelo Supremo Tribunal por irregularidades sobre como foi obtido.
Cepeda lembrou novamente que os tribunais estabeleceram que o conteúdo desse computador não tinha valor probatório, uma vez que não respeitou a cadeia de custódia e, portanto, havia sido manipulado. “Todas essas campanhas têm sido realizadas com o objetivo de alcançar algo que ainda não conseguiram, que de alguma forma minasse minha credibilidade na campanha eleitoral. Para sua tristeza, continuo em primeiro lugar em todas as pesquisas realizadas”, destacou em um vídeo em suas redes sociais. Cepeda também aproveitou para lembrar que o próprio Conselho Nacional Eleitoral, em uma “manobra suja e trapaceira”, o excluiu das primárias dos partidos que serão realizadas no próximo dia 8 de março.
Por isso, instou a CIDH a dar especial atenção a este assunto e a exigir às autoridades colombianas “o que devem fazer em matéria judicial contra Álvaro Uribe”, além de garantir a vida e a integridade do candidato do Pacto Histórico para que possa exercer livremente os seus direitos políticos.
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