MADRID 24 abr. (EUROPA PRESS) -
A IU justificou sua pressão para que o governo cancele o contrato para a compra de munição de Israel, o que foi um "ultraje", mas advertiu que fará uma "marcação rigorosa" ao PSOE para evitar impedir qualquer colaboração comercial no campo de armamentos com o país hebreu.
Foi isso que o partido disse em um comunicado depois que foi confirmado que o governo havia cancelado unilateralmente a licitação para a compra de balas da empresa israelense IMI Systems, após negociações entre o PSOE e Sumar dentro do governo.
"O contrato poderia ter sido rescindido e assim foi feito", disse a IU, enfatizando que a Espanha não pode "armar ou financiar a organização terrorista Israel, que "comete genocídio contra o povo palestino". Tampouco "os acordos dentro do governo podem ser violados, contrariando as resoluções da Corte Internacional de Justiça em Haia", disse o partido liderado por Antonio Maíllo.
Assim, elogiou que sua atitude "para evitar esse ultraje foi fundamental" na rescisão da compra de balas, mas adverte que isso "não termina" quando há reportagens jornalísticas que apontam para a existência de outros nove contratos pendentes de assinatura e execução com Israel.
"Continuaremos a manter uma marcação rigorosa para impedir qualquer colaboração com o sionismo, nas instituições e nas ruas", enfatizou a IU.
Por fim, o grupo saudou a reversão desse contrato e saúda a mobilização em solidariedade à causa palestina.
ONTEM ELE FALOU DE UMA CRISE NO GOVERNO
A IU acusou ontem a ala socialista do governo de impor decisões unilaterais sobre defesa e de abrir uma crise governamental com os planos do Interior de formalizar esse contrato, exigindo uma reunião com todos os partidos que compõem o parceiro minoritário para avaliar seu papel no governo, que foi convocada para esta tarde.
Maíllo salientou que o Ministro do Interior teria que retificar ou renunciar se mantivesse esse contrato, e o porta-voz parlamentar da IU, Enrique Santiago, chegou a abrir a porta para a possibilidade de deixar o governo se a tendência do PSOE não fosse corrigida.
Apesar dessa escalada verbal, a segunda vice-presidente e ministra do Trabalho, Yolanda Díaz, afirmou que não há crise no governo, e o ministro da Cultura, Ernest Urtasun, garantiu a continuidade de Sumar no Executivo.
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