Publicado 14/03/2025 03:13

A IU argumenta que Sumar "no deve ceder" presso para aumentar os gastos militares e que deve aproveitar a PGE para rejeitá-la.

Maíllo defende a promoo de mobilizaes sociais contra o aumento do investimento em armas

Archivo - Arquivo - O coordenador federal da Izquierda Unida, Antonio Maíllo, em uma coletiva de imprensa (foto de arquivo).
Rocío Ruz - Europa Press - Arquivo

MADRID, 14 mar. (EUROPA PRESS) -

A IU defende que a Sumar "no deve ceder" presso para aumentar os gastos militares e pede que se aproveite a futura negociao do Oramento Geral com o PSOE para demonstrar a rejeio de todo o espao a essa medida, que é inaceitável por contrariar os princípios da esquerda alternativa. Também torna prioritária a mobilizao da sociedade espanhola contra o possível aumento do oramento militar.

"Esta é uma batalha que está ao virar da esquina", diz o coordenador federal da IU, Antonio Maíllo, em seu relatório preliminar sobre a situao política, ao qual a Europa Press teve acesso e que ele apresentará neste sábado para considerao do Comit Coordenador Federal.

Tudo isso depois da rodada em que o Presidente do Governo, Pedro Sánchez, reuniu-se com a Ministra do Trabalho, Yolanda Díaz, para tratar da política de defesa e da rodada que o Chefe do Executivo realizou com os grupos políticos, com exceo do Vox, sobre o mesmo assunto.

Tanto a IU quanto outros partidos do parceiro minoritário da coalizo, como Compromís e Chunta, expressaram sua oposio ao aumento do investimento militar, de acordo com o consenso alcanado no grupo parlamentar. Até mesmo o partido valenciano expressou sua inteno de votar contra a proposta, caso ela seja apresentada ao Congresso.

Por sua vez, e após a reunio entre Sánchez e Díaz, a Sumar emitiu uma declarao com uma linguagem menos contundente, na qual manteve a necessidade de avanar com uma estratégia própria da UE nessa área, mas enfatizou que o aumento dos gastos com defesa por parte de cada Estado membro no garante "maior autonomia estratégica ou maiores cotas de segurana compartilhada".

A SAÍDA DA NATO E UMA CONFERNCIA DE PAZ

Nesse contexto, o relatório preliminar de Maíllo destaca que, no mbito das "demandas por maiores gastos militares", esse debate será aberto nos próximos Oramentos Gerais, nos quais a IU e a Sumar "devem manter posies claras de no ceder nem s presses de Trump nem aos desejos belicistas nos quais a UE pode cair".

"No podemos aceitar posies políticas que vo contra nossos princípios e devemos mobilizar a sociedade espanhola contra o aumento do oramento militar, e essa é uma batalha que está ao virar da esquina", enfatiza.

Maíllo também enfatiza que a IU está pedindo que a Espanha deixe a OTAN, uma posio histórica que tem mantido sem "taticismos ou oportunismos", porque a Aliana Atlntica só levou a "mais guerras", "instabilidade" e "perda de soberania". "A existncia da OTAN no faz sentido no mundo de hoje, é um perigo para a paz mundial e está a servio do imperialismo norte-americano", concluiu.

Ele também enfatizou que a IU ajudaria a organizar uma Conferncia Internacional da Paz em junho, juntamente com outros grupos e organizaes sociais e pacifistas, em oposio cúpula da OTAN a ser realizada na Holanda.

PEDE PARA LANAR A PGE: A LEGISLATURA CONTINUARÁ CASO ELA NO SEJA APROVADA

Enquanto isso, o documento afirma que a IU tem a oportunidade de influenciar o curso do governo, "pressionando" com medidas concretas sobre justia tributária, moradia ou melhoria dos servios públicos.

Dessa forma, Maíllo afirma que o debate sobre as futuras contas públicas "deve ocorrer, independentemente de serem aprovadas ou no", especialmente quando, em um contexto econmico expansivo, a ausncia de oramentos no implica "nem de longe o fim da legislatura".

A UNIDADE PARTIDÁRIA É "IMPORTANTE, MAS INSUFICIENTE".

Por outro lado, Maíllo enfatiza que o momento político atual exige que a esquerda seja o "firewall" contra o avano da extrema direita com políticas que priorizem o "feminismo", a moradia, o "antirracismo" e o "antifascismo". Assim, ele acredita que a chave é o "rejuvenescimento e a feminizao do espao político, juntamente com uma proposta unida com um programa mínimo que "enfrente diretamente o fascismo", tanto nas urnas quanto culturalmente.

Ele também diagnostica que a primeira metade de 2025 deve servir para "reforar" a esquerda e acredita que a ascenso da extrema direita "no é uma fatalidade superveniente", mas uma consequncia do neoliberalismo.

Ao mesmo tempo, ele diz que a unidade é importante, mas "insuficiente" e prescreve que a esquerda "deve parar de falar sobre si mesma", para se concentrar em "repolitizar" suas bases sociais. Maíllo também argumenta que "acordos partidários no so suficientes", mas que a unidade também deve ter "protagonismo social".

A FORMAO DE UM BLOCO HISTÓRICO DE ESQUERDA A PARTIR DA ANDALUZIA E DO CSL

Dentro dessa chave, o coordenador federal pede para colocar "todos os recursos" para conseguir um "bloco histórico" de esquerda na Andaluzia e em Castilla y León, precisamente as comunidades que abriro o novo ciclo eleitoral e nas quais o PP agora governa, após o apoio da Vox.

Especificamente, Maíllo proclama que as alianas territoriais so de "extrema importncia" para a IU, onde "cumplicidades" podem ser forjadas entre todas as organizaes para construir um bloco unido.

"No sentimos a falta de raízes territoriais implantadas em outras expresses políticas do espao alternativo de esquerda como uma fora, mas também a sentimos como um redobramento de nossa responsabilidade de articular espaos", ele reflete.

"TEMOS QUE ACABAR COM OS DEBATES SOBRE O UMBIGO".

Por fim, ele elogia o fato de que o processo de "Chamado Democracia" está servindo para mudar o nimo da esquerda, pois supera as posies daqueles que "ainda esto instalados em quadros políticos ultrapassados pela realidade ou idealizam a organizao para tempos que no existem mais", no que parece ser uma referncia velada ao Podemos.

"Romper com debates onívoros ou sem conexo social é um risco no só para os objetivos da Convocatória para a Democracia, mas também para a própria organizao", conclui.

Em relao aos assuntos internacionais, o líder da IU critica o presidente dos EUA, Donald Trump, por seu "capitalismo totalitário" e sua disposio de romper toda a arquitetura das relaes internacionais, em um "estilo bully-boy", para construir um "projeto autoritário global que apoia partidos políticos neofascistas em muitas naes".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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