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MADRID 24 jun. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Defesa italiano respondeu nesta quarta-feira ao secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmando que não autorizou os Estados Unidos a utilizar as bases americanas em território italiano para lançar ataques contra o Irã, ressaltando que Roma “não concedeu autorização” para operações que excedessem aquelas de “caráter técnico e logístico”, após declarações de Rutte nas quais ele afirmou que a Itália, assim como a Romênia, permitiu voos durante a operação militar.
“Com o objetivo de evitar polêmicas inúteis e tendenciosas, (...) a Itália e o próprio Ministério da Defesa sempre agiram em pleno respeito à Constituição, aos tratados internacionais, das diretrizes do Parlamento e dos acordos que regulam a presença e o uso das bases aliadas em território nacional, sem autorizar nem permitir atividades que excedam o previsto pela legislação vigente”, respondeu em um comunicado às declarações que, justamente, buscavam apresentar Roma como um bom aliado de Washington.
De qualquer forma, Roma insistiu que, no contexto da ofensiva de Washington, “foram autorizadas exclusivamente atividades de caráter técnico e logístico, não cinéticas”. E defende que “quando foi apresentado algum pedido que excedesse esse âmbito, como é sabido, a Itália não concedeu a autorização”.
Dessa forma, responde às declarações do secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, que, em uma entrevista à rede Fox News, afirmou que a Itália havia permitido que o Exército dos Estados Unidos realizasse centenas de voos em suas bases.
Segundo ele, “surpreende” que o líder da OTAN “faça uma reconstrução dos fatos que transmite uma mensagem totalmente errônea ao confundir a natureza dos voos autorizados”.
“Bastaria uma verificação direta das informações para obter uma representação fiel do que ocorreu, e do que ocorre todos os dias”, acrescentou o Ministério da Defesa italiano, que insiste em que autoriza “exclusivamente” os voos previstos nos tratados e que exclui completamente “as atividades cinéticas”.
“Sempre agiu assim e continuará agindo assim enquanto os acordos atuais estiverem em vigor”, conclui o departamento dirigido por Guido Crosetto, respondendo assim às declarações de Rutte, nas quais ele reivindicava a Europa como uma “plataforma” para o poder militar dos Estados Unidos.
“País após país, aliado após aliado, colocaram suas bases à disposição para a Operação Fúria Épica”, afirmou Rutte, após o que destacou o papel da Itália e da Romênia, sem fazer alusão às reticências e limitações manifestadas por aliados como a Espanha.
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