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MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, anunciou nesta quarta-feira uma redução no preço do combustível de 25 centavos por litro, como parte de um decreto-lei aprovado durante o dia para fazer face ao aumento dos preços dos combustíveis devido à escalada do conflito no Oriente Médio, em particular ao bloqueio do Estreito de Ormuz.
"O decreto aprovado hoje contempla essencialmente três pontos. Primeiro, reduzimos o preço do combustível em aproximadamente 25 centavos por litro para todos. Segundo, introduzimos uma dedução fiscal para os transportadores equivalente ao aumento dos custos de combustível que isso lhes acarreta”, afirmou em um vídeo divulgado em suas redes sociais, onde defendeu que essa medida “também se aplica aos pescadores”.
O terceiro ponto do decreto consiste em um “mecanismo antiespeculação” com o qual o Executivo italiano pretende “vincular estritamente o preço que as empresas petrolíferas e distribuidoras cobram dos consumidores à variação real dos preços internacionais”.
“Não queremos que esses recursos que estamos investindo — dinheiro italiano — acabem nas mãos de especuladores”, afirmou Meloni, que explicou que esse mecanismo “permitirá conter imediatamente os aumentos injustificados de preços, garantindo que as empresas petrolíferas e distribuidoras reduzam seus preços no nível do distribuidor, em consonância com a queda dos preços internacionais do petróleo bruto”.
A líder defendeu essas três medidas como parte de seus esforços “com um objetivo imediato claro: frear a alta dos preços ligada à crise, uma crise que, claramente, todos estamos trabalhando para acabar o mais rápido possível”.
“A mensagem que queremos transmitir aos cidadãos é simples: continuaremos fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance para evitar a especulação sobre o que está acontecendo e para impedir que as consequências da crise afetem as famílias e as empresas deste país”, assegurou, depois de destacar que, graças à ação de seu governo, que “ativou todos os mecanismos para intervir em casos de aumentos anormais nos postos de gasolina”, “o aumento dos preços na Itália foi inferior ao dos principais países europeus”.
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