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MADRID 13 ago. (EUROPA PRESS) -
O ministro do Interior italiano, Matteo Piantedosi, reiterou que o governo só suspenderá a suspensão do Acordo de Schengen com a Espanha quando os riscos diminuírem completamente diante da possibilidade de uma nova entrada irregular em massa de pessoas no território nacional espanhol em 15 de agosto.
“No início da crise, apontava-se a possibilidade de uma nova tentativa de entrada em massa no dia 15 de agosto, circunstância que confirma plenamente a medida em vigor e que levou o ministro do Interior espanhol a falar de um verdadeiro ataque à integridade territorial de seu país”, explicou ele durante uma reunião da comissão parlamentar.
Além disso, o ministro do Interior destacou que as autoridades marroquinas “estão reforçando suas medidas preventivas” nas localidades próximas a Ceuta “por meio do remanejamento de unidades de segurança provenientes de outras regiões”.
“Não se pode descartar o risco de que novas mobilizações e concentrações, somadas ao descontentamento juvenil, possam ser exploradas pelas redes sociais com fins de radicalização ou recrutamento”, detalhou ele, acrescentando ainda que existem campanhas nas redes sociais que buscam “empurrar milhares de cidadãos de fora da União Europeia” para a cidade autônoma.
Piantedosi destacou, assim, que a “única” motivação do governo italiano é “a proteção da segurança nacional”. “Conforme já anunciado pelo governo, a decisão de suspender a aplicação do Acordo de Schengen não será revista antes de 15 de agosto e, em qualquer caso, somente após a exclusão completa dos riscos de segurança para a Itália”, afirmou.
Piantedosi reiterou que “o problema não reside no compromisso das autoridades de Madri, mas na impossibilidade objetiva de controlar uma crise dessa magnitude”, o que revelou “a existência de altos perfis de risco para a segurança interna”, especialmente porque “algumas regiões do Marrocos, incluindo as próximas a Ceuta, têm sido historicamente alvo de recrutamento e radicalização por parte de grupos jihadistas”.
“Gostaria de reiterar que nossa decisão de restabelecer temporariamente os controles de fronteira, aéreos e marítimos nas fronteiras internas não é uma medida dirigida contra a Espanha ou qualquer outro parceiro. Está fora de questão qualquer ato desse tipo em relação à Espanha, país ligado a nós por laços históricos de amizade e irmandade”, argumentou.
Piantedosi lembrou também que os controles se dirigem “exclusivamente aos cidadãos de países terceiros provenientes de fora da UE”. “Isso não afeta de forma alguma os fluxos turísticos; os primeiros relatórios atestam que o impacto da medida sobre os cidadãos europeus tem sido nulo até o momento”, defendeu.
O ministro do Interior afirmou que o governo italiano foi acusado, sem fundamento, de “utilizar o que ocorreu em Ceuta para fins políticos”. “Considero que essa acusação deve ser rejeitada de imediato; a meu ver, ela não revela nada além de uma reação hipócrita e falaciosa por parte daqueles que ainda não têm uma compreensão clara das respostas adequadas, em nível internacional, europeu e nacional, diante do fenômeno migratório que enfrentamos”, destacou.
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