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MADRID, 7 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, alertou nesta terça-feira para uma possível intensificação da ofensiva lançada no final de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em meio ao ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de lançar ataques massivos se Teerã não aceitar uma trégua que inclua a reabertura do estreito de Ormuz, e lamentou que a guerra "não tenha precedentes nas últimas décadas".
Crosetto, que afirmou que se trata da "crise mais grave" dos últimos anos, declarou que "não se aprendeu nada com Hiroshima" durante a Segunda Guerra Mundial e alertou que a situação "pode piorar". “Em questão de um mês, grande parte de tudo isso pode ser interrompida. O risco que se corre é a loucura”, observou durante uma entrevista ao jornal italiano ‘Corriere della Sera’.
“Tenho medo de que o que já é trágico acabe se tornando ainda pior”, afirmou, ao mesmo tempo em que destacou que “várias crises estão se sobrepondo, reforçando-se mutuamente”. “Sei que a humanidade nos mostrou que a loucura não tem limites. É preciso levar em conta que foram seres humanos como nós que decidiram que bombardear Hiroshima e Nagasaki era aceitável para pôr fim ao conflito”, argumentou.
“Infelizmente, continuamos tendo armas nucleares, e aqueles que não as têm buscam obtê-las. Não aprendemos nada”, explicou.
Nesse sentido, o ministro da Defesa italiano afirmou que “o que estamos vivendo é um conflito em que todas as ações exigem uma reação ao mais alto nível”. “Trump é o líder de uma nação soberana, e de fora ninguém pode influenciá-lo”, acrescentou.
NINGUÉM CONTRADIZ TRUMP
É por isso que ele instou a “ter colaboradores mais corajosos”. “Um dos problemas desta Presidência é que ninguém ousa contradizer seu líder. (...) Teria sido útil um pouco menos de superficialidade no que diz respeito aos prazos e aos métodos”, esclareceu.
“A Europa faz o que pode, mas isso não significa que terá sucesso. Enquanto isso, cada um deve fazer o que estiver ao seu alcance. Acho que a Itália tomou medidas importantes e sérias ao afirmar que não apoia esta guerra e tentou limitar os danos ao máximo possível”, indicou.
Sobre a saída dos Estados Unidos da OTAN, ele garantiu que o presidente americano, Donald Trump, não pode “simplesmente abandoná-la”. “Ele precisa de uma votação favorável no Congresso, mas duvido que votem a favor da retirada.” “Em vez disso, ele poderia decidir retirar as tropas da Europa, e isso nos tornaria mais fracos, menos defensáveis. Neste momento, não somos capazes de reagir de forma conjunta para substituí-las”, observou.
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