Publicado 12/08/2026 07:35

Israel volta a violar o cessar-fogo e bombardeia o sul do Líbano

30 de julho de 2026, Charkiyeh, Líbano: CHARKIYEH, Líbano – 30 de julho de 2026: Na vila de Charkiyeh, no sul do Líbano, imagens de combatentes do Hezbollah mortos durante a guerra de 2026 são exibidas como parte do luto e da homenagem da comunidade. As i
Europa Press/Contacto/Manon Roca

MADRID 12 ago. (EUROPA PRESS) -

O governo de Israel voltou a violar o cessar-fogo em vigor desde junho e bombardeou, nesta quarta-feira, com drones, uma localidade no sul do Líbano, ao mesmo tempo em que o Exército iniciou operações de demolição em outras áreas.

Esse ataque com drones ocorreu na pequena localidade de Kafra, no distrito de Bint Jbeil, palco de outras hostilidades lançadas pelas forças israelenses em locais como Haddatha, Qantara ou Aita el Jabal, segundo informa o jornal libanês “L'Orient le Jour”.

Além disso, nas proximidades de Nabatiyé e Marjayún foi ouvida uma forte explosão, enquanto em Mansuri, na província de Tiro, foram lançadas granadas de atordoamento, detalha este renomado veículo de comunicação libanês.

Na localidade de Zautar el Charkiyé, província de Nabatiyé, as tropas do Exército israelense iniciaram a demolição de alguns dos prédios que ainda permaneciam de pé após os bombardeios anteriores, entre eles a sede da prefeitura, uma escola pública e uma creche, bem como um centro médico.

Isso foi denunciado pelas autoridades locais, que lamentaram que o governo e as instituições do Líbano não tenham feito nada para remediar a situação, apesar dos alertas que vinham sendo feitos nas últimas semanas.

“Infelizmente, não vemos nenhuma ação concreta para salvar nossa localidade e o sul. Todos permanecem em silêncio, como se fossem cúmplices dessa destruição”, afirmaram em um comunicado no qual ressaltaram que, apesar dessas manobras israelenses, “elas não abalarão a determinação” dos moradores de permanecer na região.

Em 26 de junho, o Líbano e Israel chegaram a um acordo preliminar, com a mediação dos Estados Unidos, que estabelece as bases para um cessar-fogo permanente e inclui o restabelecimento da soberania libanesa no sul do país, mas também o desarmamento do Hezbollah, questão que o grupo rejeitou categoricamente.

Israel alegou razões de segurança e a recusa do Hezbollah em aceitar o acordo para justificar a continuação de suas operações no sul do Líbano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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