MADRID, 2 (EUROPA PRESS)
O Exército de Israel atacou na madrugada desta quinta-feira áreas rurais das províncias de Dará e Quneitra, no sudoeste da Síria, atingindo várias localidades com artilharia, embora a mídia síria não tenha relatado vítimas.
Na província de Dará, os ataques ocorreram nas proximidades das aldeias de Jamla e Abdín, na bacia do rio Yarmuk, onde “vários projéteis de artilharia” atingiram o local enquanto aeronaves de reconhecimento israelenses sobrevoavam a área, conforme informou a agência de notícias estatal síria SANA, que destaca que não foram registradas vítimas.
Da mesma forma, em Quneitra, as forças israelenses teriam atacado terrenos agrícolas nas localidades de Bariqa e Kodna, afetando áreas de cultivo, mas sem causar feridos também neste caso.
Este novo ataque ocorre após o registrado no último domingo, também nessas províncias e, de fato, com algumas das hostilidades coincidindo na localidade de Abdín e na bacia do rio Yarmuk. O governo sírio condenou então “veementemente os ataques israelenses”, ocorridos apenas um dia depois de as próprias Forças de Defesa de Israel (IDF) terem afirmado ter “eliminado vários terroristas armados na zona de segurança do sul da Síria”.
Na ocasião, um porta-voz militar afirmou que as tropas israelenses “continuarão operando na zona de segurança do sul da Síria e eliminarão qualquer ameaça aos cidadãos do Estado de Israel e às FDI”.
ISRAEL AFIRMA QUE SEU EXÉRCITO PERMANECERÁ POR “TEMPO ILIMITADO”
O governo de Israel tem enfatizado repetidamente que manterá essa “zona de segurança” e, de fato, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se gabava, no final de junho, das áreas ocupadas pelo Exército israelense tanto na Síria quanto no Líbano e na Faixa de Gaza.
Tanto é assim que o principal elo do governo com as Forças Armadas, o ministro da Defesa, Israel Katz, ressaltou nesta mesma quarta-feira que “as FDI não se retirarão e permanecerão nas zonas de segurança do Líbano, da Síria e de Gaza por um período ilimitado”.
“Nossa política para defender as fronteiras do Estado de Israel (...) é clara”, afirmou. “Proteger nossos residentes e as comunidades dessas áreas contra elementos jihadistas” é, alegou ele, “o objetivo” da ocupação militar israelense nesses territórios.
Apesar da proeminência das campanhas militares de Israel no Líbano e na Faixa de Gaza, a Síria também sofreu ataques repetidos. De fato, o Observatório Sírio de Direitos Humanos registrou 39 ataques israelenses contra território sírio desde o início de 2026, dos quais dois foram ataques aéreos e 37 terrestres.
A maioria dos ataques terrestres ocorreu em Quneitra, onde cerca de vinte operações resultaram na morte de pelo menos três pessoas, e em Dará, que registrou 16 dessas ações, além de um jovem ferido nelas.
Os dois ataques aéreos ocorreram na fronteira entre a Síria e o Líbano, onde morreu um suposto traficante de armas, e em uma zona rural de Damasco, onde um civil perdeu a vida, segundo dados do Observatório.
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