Europa Press/Contacto/Nasser ishatyeh
MADRID, 14 ago. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, deu instruções para transferir para a Polícia as competências de segurança necessárias para deter os colonos que, há semanas, intensificaram seus ataques à população palestina na Cisjordânia e que, até agora, estavam a cargo do Exército.
Katz argumentou que esse plano tem como objetivo aliviar a carga imposta ao Exército, cuja missão é defender Israel e não “perseguir jovens pelas colinas”, segundo um comunicado divulgado pelo jornal “Times of Israel”, no qual ele não aborda, em nenhum momento, a onda de críticas internacionais — entre elas uma crítica incomum vinda dos Estados Unidos — contra a última onda de violência desencadeada pelos colonos, que, na maioria das vezes, agem com a conivência dos militares.
O ministro da Defesa também não aborda as complicações políticas que essa decisão acarreta: a Cisjordânia é um território ocupado e a concessão de competências adicionais à Polícia poderia ser interpretada como mais um passo em direção à anexação ilegal.
Seja como for, o ministro da Defesa está estudando um plano que implicaria que a aplicação da lei contra os israelenses que cometem crimes na Cisjordânia passe para as mãos da Polícia, a qual “preparará e estabelecerá uma força adequada para lidar e gerenciar as questões civis e receberá todos os poderes e recursos financeiros necessários”, de acordo com o comunicado.
O Exército israelense tem uma margem de manobra muito limitada no que diz respeito aos colonos, aos quais só pode deter por um breve período antes de entregá-los à Polícia israelense, que, por norma, os libera pouco tempo depois.
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