Europa Press/Contacto/Bilal Jawich
O Exército israelense afirma que o grupo “caiu em uma emboscada estratégica” e acrescenta que receberá “um golpe muito duro”. MADRID 4 mar. (EUROPA PRESS) -
O Exército de Israel enfatizou que o partido-milícia xiita Hezbollah “cometeu um grave erro” ao iniciar o lançamento de mísseis e drones contra o território israelense em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, no âmbito da ofensiva surpresa lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.
“O Hezbollah cometeu um grave erro ao se juntar à campanha. Caiu numa emboscada estratégica”, disse o comandante do Comando Norte do Exército israelense, Rafi Milo. “Não vamos parar até que ele receba um golpe muito duro”, destacou, antes de acrescentar que Israel “vai atacar com força essa organização em todas as partes do Líbano”.
Assim, ele estimou em “cerca de 250” os alvos supostamente relacionados ao Hezbollah atacados desde o início da campanha de bombardeios contra o país vizinho. “Continuaremos fazendo isso todos os dias”, adiantou, depois que o Exército israelense lançou nas últimas horas novos ataques aéreos contra o país, onde já foram confirmadas mais de 60 mortes.
Israel já havia lançado dezenas de bombardeios contra o Líbano nos últimos meses, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que age contra as atividades do Hezbollah e garantindo que, por isso, não viola o pacto, embora tanto as autoridades libanesas quanto o grupo tenham se mostrado críticos a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.
O cessar-fogo previa que tanto Israel como o Hezbollah retirassem as suas tropas do sul do Líbano. No entanto, o exército israelita manteve cinco postos no território do seu país vizinho, algo também criticado por Beirute e pelo grupo xiita, que exigem o fim deste destacamento.
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