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MADRID 31 mar. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, revelou nesta terça-feira planos para “destruir todas as casas” em aldeias libanesas próximas à fronteira, seguindo o “modelo de Gaza”, após alegar a intenção de estabelecer uma zona de segurança que “elimine” qualquer ameaça no norte de Israel.
Em declarações após uma reunião com altos oficiais do Exército de Israel, Katz afirmou que “todas as residências das aldeias libanesas próximas à fronteira serão destruídas seguindo o modelo de Rafá e Beit Hanún em Gaza”, tudo com o objetivo declarado de “eliminar de uma vez por todas as ameaças próximas à fronteira”.
Nesse sentido, ele revelou que as autoridades israelenses não contemplam o retorno dos 600 mil libaneses deslocados dessa zona, no sul do Líbano, até que os planos para estabelecer essa zona sejam concluídos e a segurança do norte de Israel seja garantida.
“As Forças de Defesa de Israel estabelecerão uma zona de segurança no interior do Líbano e manterão o controle de segurança sobre toda a zona até o rio Litani”, argumentou.
Nesse sentido, ele relacionou a operação militar no Líbano com a guerra no Irã, insistindo que a estratégia israelense busca “separar o Líbano do cenário iraniano”, enfatizando que o objetivo é “arrancar os dentes da serpente e privar o Hezbollah de sua capacidade de ameaçar”.
As autoridades de Israel declararam sua intenção de chegar com unidades terrestres ao rio Litani, fronteira geográfica entre o sul do Líbano e o resto do país, o que fez soar todos os alarmes em Beirute por medo de uma nova anexação territorial por parte de Israel.
No âmbito dessa ofensiva, já morreram mais de 1.200 pessoas no Líbano, com 3.600 feridos e mais de um milhão de deslocados. Israel já havia lançado, nos últimos meses, dezenas de bombardeios contra o país, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que age contra as atividades do Hezbollah.
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