Publicado 06/03/2025 22:46

Israel restringe o acesso dos fiéis da Cisjordânia à Mesquita de Al Aqsa durante o mês do Ramadã a um limite de idade limitado

2 de março de 2025, Jerusalém, Jerusalém, Território Palestino: Muçulmanos fazem a oração noturna "Taraweeh" do Ramadã no complexo de Al-Aqsa, na Cidade Velha de Jerusalém, em 2 de março de 2025
Europa Press/Contacto/Department Of Islamic Awqaf

MADRID 7 mar. (EUROPA PRESS) -

As autoridades israelenses anunciaram nesta quinta-feira que imporão um limite de idade aos muçulmanos da Cisjordânia que desejarem entrar na Esplanada das Mesquitas em Jerusalém - conhecida como Monte do Templo para os judeus - às sextas-feiras durante o mês sagrado do Ramadã.

O governo decidiu, por "recomendação das forças de segurança", restringir o acesso à área a "um número limitado de fiéis muçulmanos da Judeia e Samaria" - o nome israelense para a Cisjordânia - de modo que apenas "homens com mais de 55 anos, mulheres com mais de 50 anos e crianças de até 12 anos (...) poderão entrar, desde que recebam uma autorização e uma avaliação prévia de segurança".

Isso foi anunciado pelo gabinete do primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, em um comunicado enviado à mídia, no qual ele enfatizou que, por outro lado, "não há limitação para os árabes israelenses".

Essa medida será aplicada "às sextas-feiras durante o Ramadã" e, de acordo com o comunicado, "a entrada dos fiéis ocorrerá pelas passagens de fronteira habituais, após uma verificação de segurança completa antes da entrada em Israel".

O anúncio foi feito depois que o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) convocou, na quarta-feira, os palestinos a "se isolarem" na mesquita de Al Aqsa, localizada na Esplanada das Mesquitas, durante o Ramadã e a enfrentarem as restrições adotadas por Israel.

As autoridades do país também reforçaram os controles de segurança na Cidade Velha de Jerusalém, mas os palestinos acusam esses controles de serem parte dos esforços de Israel para "judaizar" a área, que foi anexada após a guerra de 1967, uma medida que não é reconhecida internacionalmente.

A Esplanada das Mesquitas, conhecida pelos judeus como Monte do Templo e pelos muçulmanos como o Nobre Santuário, está sob a responsabilidade da Jordânia e há um "status quo" que impede os judeus de rezar na Esplanada das Mesquitas, embora a polícia tenha tolerado orações limitadas na área ao escoltar os fiéis que entram no complexo.

O local já abrigou o Primeiro e o Segundo Templos, um patrimônio histórico destruído do qual apenas o Muro das Lamentações permanece como um remanescente. Além disso, o local abriga a Mesquita de Al Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Islã, tornando o complexo o epicentro de constante tensão devido à sua importância religiosa para ambas as comunidades.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado