Europa Press/Contacto/Paulina Patimer
MADRID 9 ago. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou neste domingo o plano de 15 pontos para a Faixa de Gaza proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que suas tropas não se retirarão do enclave palestino até que o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) tenha se desarmado completamente.
“Israel rejeita o documento de 15 pontos. As Forças de Defesa de Israel não realizarão nenhuma retirada até que o Hamas se desarme. E quando digo ‘desarmamento do Hamas’, refiro-me tanto às armas pesadas quanto às leves: todas as armas”, afirmou em um vídeo publicado nas redes sociais.
O primeiro-ministro israelense afirmou que estão dialogando com a parte norte-americana após rejeitar o acordo, que havia sido aceito pelo Hamas e por outras milícias palestinas armadas. “Eles têm ideias; algumas delas são aceitáveis para nós e outras não, e sabemos como nos manter firmes diante dessas questões”, argumentou.
“A existência de Israel e a segurança de todos os cidadãos de Israel não estão sujeitas a negociação. Permanecemos firmes nesses interesses”, expressou, acrescentando ainda que suas forças continuarão a neutralizar as “ameaças” existentes contra Israel e seus cidadãos.
Além disso, Netanyahu reiterou que, enquanto ele for primeiro-ministro, não haverá um Estado palestino. “Nem em Gaza, nem na Judeia e Samaria (Cisjordânia). Nem ‘Fatahistão’ nem ‘Hamasistão’”, destacou, em alusão ao partido do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, e ao Hamas.
Isso ocorre depois que o diretor-geral do Conselho de Paz para Gaza, o diplomata búlgaro Nickolay Mladenov, tenha confirmado que o governo de Israel, por meio de seu gabinete de segurança liderado por Netanyahu, havia dado “luz verde” para a entrada em Gaza da Força Internacional de Estabilização, a missão de paz organizada pelo próprio Trump.
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