Publicado 28/07/2025 06:06

Israel reitera que a possibilidade de trazer os reféns de volta por meio de um acordo é "nula".

BEIT LAHIA, July 28, 2025 -- Palestinos carregam sacos de farinha depois que a ajuda humanitária entrou em Gaza por uma passagem de fronteira, em Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza, em 27 de julho de 2025.   No domingo, os militares israelenses anuncia
Europa Press/Contacto/Rizek Abdeljawad

MADRID 28 jul. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Educação de Israel, Yoav Kisch, declarou que a possibilidade de trazer de volta os reféns ainda mantidos em cativeiro pelo Hamas na Faixa de Gaza é "nula", em meio a avisos do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para implementar "alternativas" para conseguir sua libertação.

"A possibilidade de recuperar os reféns por meio de um acordo é nula", disse ele em declarações à emissora pública Kan, onde culpou o Hamas por sua intransigência nas negociações, segundo o The Times of Israel.

"Devemos nos concentrar em como atingir os objetivos da guerra, sabendo que o Hamas não libertará os reféns", disse o ministro, em consonância com o que outros colegas de gabinete disseram nos últimos dias, em resposta à "surpresa" do Hamas, que afirmou ter feito todo o possível para permitir que as negociações avançassem.

Kisch também lamentou que o governo israelense tenha sido forçado a aumentar as entregas de ajuda humanitária para a Faixa de Gaza devido à pressão internacional e criticou a suposta campanha de difamação do exterior que fala de extrema escassez e de um risco cada vez mais real de fome no enclave.

Para o ministro da Educação, a decisão de estabelecer as chamadas "pausas humanitárias" diárias para facilitar essas entregas não facilita as operações contra o Hamas, embora ele confie que elas não serão prolongadas por "muito tempo".

O Hamas denunciou a decisão de Israel de sair unilateralmente da mesa de negociações e indicou que qualquer diálogo exige o levantamento do bloqueio da ajuda humanitária, criticando como ineficazes as novas alternativas apresentadas, as chamadas "pausas humanitárias" e os lançamentos aéreos.

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