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MADRID, 9 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, reiterou nesta quinta-feira que as tropas israelenses não se retirarão do Líbano, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira que acredita que elas o farão, em meio aos contatos entre os governos israelense e libanês com vistas a um possível acordo de paz.
“Não pedimos permissão a ninguém para entrar no Líbano e não precisamos da permissão de ninguém para permanecer no Líbano”, disse Katz. “É nosso direito e dever defender os moradores da Galiléia e os cidadãos israelenses das ameaças do grupo terrorista jihadista Hezbollah, que pretende destruir o Estado de Israel”, enfatizou.
Assim, ele afirmou que o Hezbollah “atacou Israel duas vezes por iniciativa própria, após os ataques assassinos do Hamas em 7 de outubro (de 2023) e com o início da operação ‘Rugido do Leão’ contra o Irã”, ao mesmo tempo em que insistiu que Israel “destruiu a maioria das capacidades e dos líderes” do grupo nos últimos dois anos e meio, de acordo com um comunicado divulgado por seu gabinete.
Katz destacou que Israel conseguiu “estabelecer uma zona de segurança sólida no Líbano”, em referência às áreas ocupadas, ao mesmo tempo em que enfatizou que essas áreas “serão esvaziadas de residentes e infraestrutura, tanto na superfície quanto no subsolo”, com o objetivo de “proteger os moradores da Galiléia do risco de incursões, disparos de mísseis antitanque e outras ameaças”.
“Como o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e eu deixamos claro, continuaremos permanecendo na zona de segurança no Líbano e agindo a partir dela conforme necessário, até que o Hezbollah seja desarmado e a ameaça aos moradores do norte seja eliminada. Prometemos segurança aos moradores do norte. É o que temos feito e é o que continuaremos fazendo”, concluiu.
As declarações de Katz vieram depois que Trump afirmou, na quarta-feira, ter conversado com Netanyahu sobre uma possível retirada das tropas do Líbano. “Acho que eles vão fazer isso. Acho que eles querem. Eles se dão bem com o Líbano, estão assinando acordos com o Líbano”, explicou durante uma reunião com o presidente de transição da Síria, Ahmed al Shara, no âmbito da cúpula da OTAN na Turquia.
Está previsto que Trump receba, no dia 21 de julho, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, no que será seu primeiro encontro desde que assumiram seus respectivos cargos em janeiro de 2025, em meio aos esforços para alcançar um acordo de paz com Israel, conforme confirmaram fontes da Casa Branca à Europa Press. Israel e o Líbano também realizarão, na próxima semana, uma nova rodada de negociações na capital da Itália, Roma, após a assinatura, no final de junho, de um acordo-quadro.
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