Publicado 28/06/2026 23:45

Israel realiza novas incursões no sul da Síria, e Damasco “condena veementemente” suas operações

Faz um apelo à ONU e à comunidade internacional para que “assumam suas responsabilidades” e tomem medidas para conter Israel

Israel afirma ter “eliminado vários terroristas” em ataques contra o sul da Síria no sábado

Archivo - Arquivo - DARAA, 24 de maio de 2026  -- Um prédio de apartamentos danificado que abriga várias famílias sírias deslocadas e que retornaram ao país é fotografado em Atman, na província de Daraa, na Síria, em 10 de maio de 2026. ACOMPANHANDO A MAT
Europa Press/Contacto/Xinhua - Arquivo

Faz um apelo à ONU e à comunidade internacional para que “assumam suas responsabilidades” e tomem medidas para conter Israel

Israel afirma ter “eliminado vários terroristas” em ataques contra o sul da Síria no sábado

MADRID, 29 jun. (EUROPA PRESS) -

As autoridades da Síria condenaram “veementemente” neste domingo “os ataques israelenses, incluindo as incursões” nas províncias de Quneitra e Dará, no sudoeste do país, “e o bombardeio da região com artilharia, que aterrorizou a população civil”, em alusão aos ataques de helicópteros registrados na localidade de Abdín, em Dará.

“O Ministério das Relações Exteriores e dos Expatriados condena veementemente os ataques israelenses, incluindo as incursões em território sírio nas províncias de Quneitra e Dará, e o bombardeio da região com artilharia, que aterrorizou a população civil”, declarou o ministério em um comunicado divulgado nas redes sociais.

No mesmo comunicado, a diplomacia síria classificou tais ações como “uma violação flagrante da soberania e da integridade territorial da Síria, bem como uma nova infração ao Direito Internacional, à Carta das Nações Unidas e ao Acordo de Separação de 1974”.

“A continuidade dessas práticas agressivas prejudica os esforços para consolidar a segurança e a estabilidade, agrava o sofrimento da população civil nas áreas afetadas e ameaça causar uma maior escalada e tensão na região”, acrescentou.

Além disso, Damasco fez “um apelo às Nações Unidas e à comunidade internacional para que assumam suas responsabilidades e adotem as medidas necessárias para pôr fim a essas violações reiteradas e garantir o respeito ao Acordo de Separação, salvaguardando assim a soberania e a integridade territorial da República Árabe da Síria”.

A denúncia emitida pelo Ministério das Relações Exteriores sírio surge na esteira de informações veiculadas por meios de comunicação como a agência de notícias estatal síria SANA, que apontou o ataque contra Abdín e seus arredores com “artilharia e metralhadoras de helicópteros”, embora os danos causados tenham se limitado a danos materiais.

A agência informou que veículos militares israelenses entraram na referida localidade, ao que os moradores teriam respondido tentando bloquear com pedras as estradas que levam à localidade para impedir que as forças israelenses voltassem a entrar nela, enquanto, paralelamente, estas também teriam disparado contra moradores da bacia do rio Yarmuk antes de se retirarem.

Embora a SANA tenha situado os referidos ataques neste domingo, o Exército de Israel mal se referiu, nas primeiras horas da manhã deste domingo, a um ataque no sul da Síria.

“Ontem (sábado), as forças da Brigada Etzioni, sob o comando da 210ª Divisão, eliminaram vários terroristas armados na zona de segurança do sul da Síria”, afirmou um porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), que ressaltou que estas “continuarão operando na zona de segurança do sul da Síria e eliminarão qualquer ameaça aos cidadãos do Estado de Israel e às FDI”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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