Publicado 18/07/2026 11:51

Israel promete que Netanyahu viajará em setembro para a ONU, enquanto o prefeito de Nova York cogita sua prisão

Mamdani considera que o primeiro-ministro de Israel é um criminoso de guerra e já está analisando as opções legais para sua prisão

7 de julho de 2026, Brooklyn, Nova York, Estados Unidos: Brooklyn, Nova York, 7 de julho de 2026...  O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, participou de um evento intitulado “Stop the Gun Violence” em Coney Island, no Brooklyn. O evento foi realizado n
Europa Press/Contacto/Samantha Cotler

MADRID, 18 jul. (EUROPA PRESS) -

O prefeito de Nova York, o social-democrata Zohran Mamdani, considera abertamente a possibilidade de prender o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante a visita que ele tem programada para setembro à Assembleia Geral da ONU na metrópole norte-americana, ao considerar que o líder israelense é um criminoso de guerra “cujo lugar” é o banco dos réus do Tribunal Penal Internacional.

Sobre Netanyahu pesa um mandado de prisão do TPI por crimes de guerra e contra a humanidade, por ter ordenado a ofensiva do Exército israelense contra a Faixa de Gaza. O problema reside no fato de que os Estados Unidos não fazem parte do tribunal nem reconhecem a validade de suas decisões.

Organizações não governamentais pró-palestinas, como a Fundação Hind Rajab, argumentam, no entanto, que os Estados Unidos incorporaram parcialmente os crimes tipificados no Estatuto de Roma — base do tribunal internacional — em suas leis nacionais e fazem parte da Quarta Convenção de Genebra, que estabelece que os Estados-Partes “terão a obrigação de procurar as pessoas supostamente responsáveis por terem cometido, ou por terem ordenado a prática, de tais infrações graves, e deverão levar essas pessoas, independentemente de sua nacionalidade, perante seus próprios tribunais”.

Em entrevista ao “New York Times”, Mamdani afirmou, a título pessoal, que o primeiro-ministro israelense “é um criminoso de guerra, indiciado pelo Tribunal Penal Internacional, e seu lugar é em Haia”, pois “isso é resultado de suas ações ao longo desses anos”. O prefeito acrescentou que pretende fazer tudo o que “a lei da cidade de Nova York permitir” e que a possibilidade de prender Netanyahu “está sendo discutida” por seus assessores jurídicos.

O prefeito de Nova York quis esclarecer, no entanto, que estabeleceu suas próprias “linhas vermelhas” e nunca irá além da lei. “Em certas discussões em nível nacional, vemos que há pessoas que desejam criar suas próprias leis e ultrapassar os limites da legalidade, mas isso é algo que não nos interessa”, acrescentou ele, em uma referência velada ao governo Trump.

O governo israelense reagiu acusando Mamdani de incitar o ódio e de “falhar” em suas responsabilidades como prefeito de Nova York, nas palavras do embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, que garantiu que Netanyahu comparecerá à Assembleia Geral da ONU e retornará a Israel sem que ninguém possa impedi-lo.

“Em vez de se concentrar em suas responsabilidades como prefeito e enfrentar a crescente onda de antissemitismo em sua cidade, (Mamdani) optou por incitar a hostilidade e gerar manchetes atacando o Estado de Israel”, afirmou Danon nas redes sociais.

“Isso não vai mudar nada. O primeiro-ministro israelense virá a Nova York, discursará com orgulho na Assembleia Geral das Nações Unidas e se apresentará perante o mundo para expor a verdade sobre Israel e seu direito inabalável de defender seus cidadãos”, acrescentou.

O próprio primeiro-ministro israelense já abordou essa questão em uma entrevista concedida esta semana ao locutor conservador nova-iorquino Sid Rosenberg, durante a qual acusou Mamdani de defender abertamente os crimes do movimento islamista Hamas durante os ataques das milícias palestinas em 7 de outubro.

“Ele condena Israel, a única democracia que defende os valores americanos. Quem ele defende? O Hamas, que clama abertamente pelo massacre de todos os judeus do mundo, que perpetrou aquele horrível massacre, o pior massacre de judeus desde o Holocausto”, afirmou Netanyahu antes de acusar o prefeito de odiar “secretamente” seu próprio país, os Estados Unidos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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