MINISTERIO DE SANIDAD DE ISRAEL
MADRID 19 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo israelense informou que está se preparando para enviar suprimentos médicos para Sueida, no sul da Síria, onde pelo menos 940 pessoas foram mortas na espiral de violência sectária de uma semana entre combatentes drusos e beduínos.
O ministério da saúde israelense disse que os suprimentos serão entregues às forças armadas israelenses e irão para um hospital na cidade síria que, segundo informações, foi gravemente danificado pelos combates.
"É bem sabido que somos irmãos da comunidade drusa, mas além disso estamos ligados por um 'pacto de vida'. Não podemos ficar parados enquanto membros de uma comunidade dentro ou fora de Israel estiverem em perigo", disse o ministro da saúde israelense, Uriel Buso.
O diretor geral do ministério, Moshe Bar Siman Tov, enfatizou "os valores que orientam o sistema de saúde de Israel e nossa parceria de longa data com a comunidade drusa". "Prestar assistência médica aos feridos é uma obrigação moral", enfatizou.
Pelo menos 940 pessoas foram mortas na semana de confrontos sectários, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, uma organização com sede em Londres, mas com informantes dentro do país.
A violência continuou apesar de um cessar-fogo anunciado no sábado pelo governo sírio, que inclui o envio de forças de segurança para a área.
As autoridades instaladas em dezembro, após a queda de Bashar al-Assad, na sequência de uma ofensiva de jihadistas e rebeldes liderados pelo Hayat Tahrir al Sham (HTS), enfrentaram uma série de problemas de segurança, alguns deles de natureza sectária, apesar das promessas de Ahmed al Shara - líder do grupo jihadista HTS, anteriormente conhecido como "Abou Mohamed al Golani" - de estabilizar a situação.
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