Europa Press/Contacto/Lev Radin
MADRID 9 mar. (EUROPA PRESS) -
O representante de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, instou este segunda-feira o Governo do Líbano a “tomar medidas” contra o partido-milícia xiita Hezbollah como pré-requisito para retomar as negociações, depois de o presidente libanês, Joseph Aoun, se ter mostrado disposto a retomar o diálogo para travar a escalada. “Somos uma nação pacífica. Acreditamos na diplomacia, mas são necessárias mais do que declarações. Eu digo aos líderes libaneses que tomem medidas contra o Hezbollah", disse ele em declarações à imprensa na cidade de Nova Iorque, acrescentando que é "inaceitável" que o grupo tenha lançado foguetes contra Israel para mostrar o seu apoio ao "regime" iraniano após a morte do aiatolá Alí Jamenei.
Nesse sentido, Danon reiterou que, se as autoridades libanesas forem capazes de controlar o Hezbollah, Israel estará aberto a negociar para deter os ataques, que já custaram a vida de cerca de 400 pessoas. “Já tivemos um diálogo muito positivo com o governo libanês anteriormente”, afirmou.
Isso ocorre depois que Aoun afirmou que Beirute “está totalmente disposta” a “retomar as negociações e abordar os aspectos de segurança necessários para deter a perigosa escalada israelense”, ao mesmo tempo em que garantiu que mantém seu compromisso com o desarmamento do Hezbollah, um grupo apoiado por Teerã.
Israel já havia lançado dezenas de bombardeios contra o Líbano nos últimos meses, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que age contra as atividades do Hezbollah e garantindo que, por isso, não viola o pacto, embora tanto as autoridades libanesas quanto o grupo tenham se mostrado críticos a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.
O cessar-fogo previa que tanto Israel quanto o Hezbollah deveriam retirar suas tropas do sul do Líbano. No entanto, o Exército israelense manteve cinco postos no território de seu país vizinho, algo também criticado por Beirute e pelo grupo xiita, que exigem o fim desse destacamento.
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