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MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -
O representante de Israel na ONU, Danny Danon, pediu nesta quinta-feira a prisão da relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, depois que um juiz federal dos Estados Unidos decidiu, na véspera, suspender as sanções impostas pela administração de Donald Trump contra ela.
“Nenhuma ordem provisória mudará o simples fato de que Francesca Albanese está se aproveitando de seu cargo na ONU para levar a cabo uma campanha de incitação política contra Israel e os Estados Unidos”, afirmou ele em suas redes sociais, onde reclamou que Albanese “deveria estar atrás das grades”.
Na mesma mensagem, o embaixador israelense na ONU acusou a jurista italiana de ter “promovido a perseguição de soldados e civis israelenses e americanos em Haia”, em alusão ao chamado Grupo de Haia, criado por vários países para exigir, entre outras questões, o cumprimento das ordens de prisão por parte do Tribunal Penal Internacional (TPI) — com sede nesta cidade holandesa — contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant.
Danon afirmou que Albanese “divulgou mentiras e calúnias e prestou apoio constante aos terroristas do (Movimento de Resistência Islâmica) Hamas, mesmo após o massacre de 7 de outubro!”.
Suas palavras foram proferidas um dia após um juiz federal dos Estados Unidos ter determinado a suspensão das sanções impostas pelo governo Trump contra Albanese, considerando que tais medidas violavam suas liberdades garantidas pela Primeira Emenda, por serem direcionadas diretamente às suas declarações críticas a Israel.
Segundo o magistrado, os demandantes “enfrentam danos reais e tangíveis como resultado da designação de Albanese”, uma medida que ele considerou “excessiva”, conforme o documento judicial, ao qual a Europa Press teve acesso e que reúne múltiplas críticas a uma decisão na qual Washington havia acusado a relatora de conduzir uma “campanha de guerra política e econômica contra os Estados Unidos e Israel que ‘não será mais tolerada’”.
No mesmo documento, o juiz lembrou que a Ordem Executiva pela qual a relatora da ONU foi sancionada “busca enfrentar a ‘ameaça extraordinária’ que representam os esforços do TPI para ‘investigar, prender, deter ou julgar pessoas protegidas’, por meio da imposição de sanções a estrangeiros que tenham participado diretamente desses esforços”.
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