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MADRID, 10 mar. (EUROPA PRESS) -
O governo israelense pediu nesta segunda-feira aos países europeus que "levantem suas vozes" diante das "atrocidades" cometidas pelas forças de segurança sírias, em meio às denúncias de execução de quase mil civis, principalmente membros da minoria alauíta, por agentes e grupos armados aliados a Damasco durante uma série de operações contra milicianos leais ao ex-presidente Bashar al-Assad.
O ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, disse, após uma reunião com seu colega luxemburguês, Xavier Bettel, que havia transmitido a ele "os perigos do regime de al-Golani - o nome de guerra do novo presidente sírio de transição, Ahmed al-Shara - como visto no massacre de civis, alauítas e cristãos, no fim de semana".
"A Europa deve levantar sua voz diante dessas atrocidades e tirar conclusões", disse Saar em sua conta na mídia social, referindo-se à aproximação de grande parte da comunidade internacional, incluindo países europeus, com as autoridades instaladas após a queda do regime de Al Assad.
De acordo com dados publicados pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos, mais de 970 civis foram executados no oeste da Síria nos últimos três dias, como parte da ofensiva lançada pelas forças de segurança das novas autoridades sírias contra grupos ligados a Al Assad, deposto no início de dezembro após uma ofensiva de jihadistas e rebeldes.
Al Shara, líder do grupo jihadista Hayat Tahrir al Sham (HTS), que chegou ao poder após a queda de Al Assad, anunciou no domingo o lançamento de uma comissão nacional independente de inquérito, enquanto o porta-voz do Ministério da Defesa da Síria, Hassan Abdulghani, anunciou na segunda-feira o fim da operação nessas áreas do país.
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