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MADRID 9 jun. (EUROPA PRESS) -
Israel exigiu nesta terça-feira que seja anulado o processo aberto no Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, após a suspensão do procurador-geral do tribunal, Karim Khan, em decorrência de um processo disciplinar por conduta sexual imprópria.
“A suspensão do procurador-geral do TPI, Karim Khan, após uma investigação da ONU, demonstra que essa instituição está podre até a medula”, afirmou o embaixador israelense junto às Nações Unidas, Danny Danon, em uma mensagem nas redes sociais.
Nesse sentido, aproveitando-se desse escândalo, Danon exigiu “a anulação das escandalosas ordens de prisão” contra o primeiro-ministro de Israel.
Khan foi suspenso de seu cargo após a conclusão de um processo disciplinar aberto em decorrência de acusações contra ele por conduta sexual imprópria, uma decisão que ficará agora nas mãos da Assembleia dos Estados Partes, órgão rector do tribunal.
A análise baseou-se em um relatório da investigação conduzida pelo Escritório de Serviços de Supervisão Interna das Nações Unidas (OIOS), "as provas subjacentes", "o parecer de um painel 'ad hoc' de especialistas jurídicos" e "os depoimentos escritos".
Em novembro de 2024, o TPI emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, por supostos crimes de guerra e contra a humanidade no âmbito da ofensiva militar contra Gaza.
Desde então, as autoridades israelenses têm criticado duramente o TPI, acusando-o de emitir sentenças “tendenciosas” e “habitualmente posicionadas contra o Estado de Israel”.
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