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MADRID 12 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades israelenses negaram nesta segunda-feira a existência de um compromisso de cessar-fogo "de qualquer tipo" na Faixa de Gaza, enquanto "apenas" permitiram um "corredor seguro" para a libertação do soldado israelense-americano Edan Alexander, anunciada no dia anterior pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).
"Israel não se comprometeu com um cessar-fogo de qualquer tipo ou com a libertação de terroristas, mas apenas com um corredor seguro para permitir a libertação de Edan", disse o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em um comunicado divulgado à mídia.
Nessa linha, ele saudou a libertação de Edan "sem nada em troca", o que atribuiu à "política enérgica que seguimos com o apoio do presidente (Donald) Trump", bem como à "pressão militar dos soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF) na Faixa de Gaza".
Além disso, o governo israelense disse que estava "no meio de dias críticos em que foi apresentado ao Hamas um acordo que permitiria a libertação de nossos reféns". "As negociações continuarão sob fogo, em preparação para uma intensificação dos combates", reiteraram.
O líder do Hamas em Gaza, Jalil al Haya, anunciou que libertará o militar israelense-americano Edan Alexander nas próximas 48 horas, em uma declaração relatada pela agência Sanad, observando que, com essa decisão, o movimento afirma sua disposição de iniciar imediatamente "negociações intensivas e esforços sérios para chegar a um acordo final para interromper a guerra e trocar prisioneiros de forma consensual".
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