Publicado 31/03/2026 20:35

Israel nega qualquer responsabilidade pela explosão que tirou a vida de dois "capacetes azuis" no sul do Líbano

JERUSALÉM, 13 de março de 2026  -- Tropas israelenses se posicionam em uma área de concentração no norte de Israel, perto da fronteira com o Líbano, em 13 de março de 2026. O Exército israelense informou nesta sexta-feira, em comunicado, que iniciou um am
Europa Press/Contacto/Gil Cohen Magen

MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -

As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram nesta terça-feira que o “incidente” no qual, na segunda-feira, perderam a vida dois “capacetes azuis” indonésios da Força Provisória das Nações Unidas no Líbano (FINUL) após a explosão de seu veículo perto de Bani Hayan, no sul do país, “não foi causado por atividades” de seus militares.

“As FDI concluíram sua investigação sobre o incidente de ontem, no qual foi relatado que vários soldados da FINUL morreram devido à explosão de um artefato explosivo na zona de Bani Hayan”, informou o Exército israelense em uma mensagem publicada em suas redes sociais, acrescentando que, após uma “análise operacional exaustiva”, foi possível determinar que suas tropas “não colocaram nenhum artefato explosivo na área”, assim como “também não havia nenhum membro das FDI presente” no local.

Em seguida, o mesmo órgão de segurança israelense ressaltou que suas ações no país são contra o partido-milícia xiita Hezbollah e não contra a UNIFIL, as Forças Armadas libanesas ou a população do próprio país, que já soma mais de 1.250 mortos, incluindo 125 crianças, e 3.750 feridos, segundo o Ministério da Saúde.

Por fim, o Exército israelense instou a UNIFIL a “evitar” estar presente em “zonas de combate nas quais as FDI emitiram avisos de evacuação à população civil para sua própria segurança”, apesar de a força de paz ter sua missão no sul do Líbano e ao longo da Linha Azul que o separa de Israel, embora este tenha iniciado a invasão do sul do país reivindicando uma suposta zona de segurança até o rio Litani.

Esta explosão, que deixou um terceiro “capacete azul” “gravemente ferido” e um quarto com lesões, somando-se a outro “incidente fatal” anterior “num intervalo de 24 horas”, foi “veementemente” condenada pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, bem como pela própria comunidade internacional, como foi o caso da França, que solicitou uma sessão urgente do Conselho de Segurança da ONU diante dos ataques israelenses “inaceitáveis e injustificáveis”.

Essas duas vítimas fatais somam-se ao militar indonésio identificado como Fahrizal Rambe, que morreu neste domingo devido à explosão de um projétil que também feriu gravemente outro membro das forças de paz em Taibe, no distrito de Marjayún, no sul do país.

A FINUL é um contingente internacional de cerca de 8.000 militares dedicado a monitorar o cessar-fogo entre o partido-milícia xiita Hezbollah e o Exército de Israel, bem como a acompanhar e auxiliar as Forças Armadas libanesas no sul do país e ao longo da linha de demarcação entre os dois países, conhecida como Linha Azul.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado