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MADRID, 7 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades de Israel e do Líbano realizarão na próxima semana uma nova rodada de negociações na capital da Itália, Roma, conforme confirmaram os ministros das Relações Exteriores de Israel e da Itália, Gideon Saar e Antonio Tajani, respectivamente, após a assinatura, no final de junho, de um acordo-quadro entre as autoridades libanesas e israelenses.
“Há menos de duas semanas, Israel, o Líbano e os Estados Unidos chegaram a um acordo-quadro histórico. Prevê-se que essas negociações continuem na próxima semana em Roma, na Itália”, afirmou Saar durante uma coletiva de imprensa conjunta com seu homólogo da Alemanha, Johann Wadephul.
“Buscamos a paz com nossos vizinhos. Buscamos a paz com o Líbano. A paz deve se basear na segurança”, destacou, antes de ressaltar que Israel “não tem ambições territoriais no Líbano”. “Nossa presença na zona de segurança no sul do Líbano decorre de necessidades de segurança”, argumentou.
Assim, ele defendeu que “não é Israel que está violando a soberania libanesa, mas sim o grupo terrorista subsidiário do Irã, o Hezbollah, que construiu um Estado dentro de um Estado”. “Enquanto esse exército terrorista permanecer intacto, o Líbano não poderá exercer sua soberania nem sua independência”, argumentou.
“O Hezbollah possui um poderio militar maior do que o próprio Estado (libanês)”, afirmou, ao mesmo tempo em que enfatizou que “a única maneira de alcançar a paz e a estabilidade é desmantelar o Estado terrorista do Hezbollah”, algo que “é essencial para a segurança de Israel, a soberania do Líbano e a estabilidade regional”.
Por sua vez, Tajani destacou que Roma “é uma encruzilhada de paz e diálogo”. “Recebemos com grande satisfação o anúncio de que a próxima rodada de negociações entre Israel e o Líbano, com a mediação dos Estados Unidos, será realizada em Roma”, afirmou em uma mensagem publicada nas redes sociais.
Assim, ele lembrou que, em abril, transmitiu a ambos os países “a disposição da Itália em apoiar o diálogo de paz na região e em sediar as negociações”, antes de ressaltar que a decisão de realizar esses encontros em Roma “reflete o firme compromisso diplomático” do governo italiano e “seu papel de autoridade e credibilidade no cenário político internacional”.
O embaixador dos Estados Unidos, Yechiel Leiter, afirmou na segunda-feira, durante uma entrevista nos Estados Unidos, que o encontro ocorrerá nos dias 14 e 15 de julho em Roma, em meio aos esforços de Washington para concretizar um encontro trilateral entre os presidentes dos Estados Unidos e do Líbano, Donald Trump e Joseph Aoun, respectivamente, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
O acordo alcançado pelo Líbano e por Israel no final de junho foi rejeitado de imediato pelo Hezbollah, que se opõe a qualquer processo de desarmamento enquanto Israel mantiver territórios libaneses ocupados e lembra que o grupo não participou das negociações, mediadas pelas autoridades americanas.
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