Publicado 18/03/2025 08:59

Israel justifica à UE que "não tinha alternativa" para retomar os ataques a Gaza

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, durante uma coletiva de imprensa em Jerusalém.
SHLOMI AMSALEM/OFICINA PRIMER MINISTRO DE ISRAEL

MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -

O ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, justificou nesta terça-feira a retomada dos bombardeios na Faixa de Gaza em uma conversa com a Alta Representante da União Europeia para Política Externa, Kaja Kallas, a quem argumentou que Israel "não tinha alternativa" a essas novas "operações militares".

De acordo com Saar, o governo israelense havia concordado com a proposta dos EUA de estender o cessar-fogo "temporário" que entrou em vigor em 19 de janeiro, mas o Hamas "o rejeitou duas vezes". "Sem a libertação de nossos reféns, Israel não tinha alternativa", acrescentou.

O chefe da diplomacia israelense argumentou que "só ataca alvos terroristas" e que faz "todo o possível" para "minimizar as baixas civis", embora as autoridades de Gaza tenham informado que essa última onda de ataques deixou mais de 400 mortos.

"Não desistiremos dos alvos de guerra", proclamou Saar, que participou em fevereiro, em Bruxelas, de um Conselho de Associação há muito aguardado, marcado pela espiral de violência desencadeada no Oriente Médio após os ataques de 7 de outubro de 2023 e a subsequente ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza.

A reunião ocorreu um ano depois que os líderes da Espanha e da Irlanda pediram que a UE examinasse se Israel violou suas obrigações de direitos humanos nos termos do acordo de associação, mas também destacou a diferença de opinião dentro da UE sobre a questão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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