Publicado 06/08/2026 08:25

Israel justifica seus ataques alegando a presença de infraestrutura “terrorista” do Hezbollah no sul do Líbano

31 de julho de 2026, Kfarbenit, Líbano: KFARBENIT, LÍBANO – 31 DE JULHO DE 2026: Fumaça se eleva após ataques de artilharia israelense atingirem a vila de Kfarbenit, no sul do Líbano, em 31 de julho de 2026. As autoridades libanesas classificaram o bombar
Europa Press/Contacto/Manon Roca

MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -

Israel justificou nesta quinta-feira os últimos ataques contra alvos do partido-milícia xiita Hezbollah, no sul do Líbano, alegando a presença de “infraestrutura terrorista” apesar do cessar-fogo em vigor e em meio à sétima rodada de negociações para pôr fim ao conflito na Itália, que foi interrompida pelos acontecimentos no terreno.

“Durante as operações das forças de segurança na região, foram localizadas milhares de infraestruturas utilizadas pela organização terrorista Hezbollah, entre elas: quartéis-generais, postos avançados, plataformas de lançamento, postos de observação, infraestruturas subterrâneas e inúmeras armas”, informou o Exército em um comunicado.

As Forças de Defesa de Israel afirmaram que o Hezbollah estabeleceu “ao longo dos anos” atividades em áreas rurais do sul, “instalando infraestruturas terroristas no seio da população civil” e explorando “cinicamente os residentes libaneses”, colocando-os assim “em risco”.

As negociações entre as partes na capital italiana, Roma, ficaram paralisadas, conforme confirmou ontem um porta-voz do Departamento de Estado à Europa Press, devido aos últimos ataques, que até o momento deixaram dois militares israelenses mortos e outros quatro feridos por um artefato explosivo na localidade de Majdal Zun, no sul do Líbano.

Por sua vez, o Ministério da Saúde libanês confirmou ontem que um ataque aéreo contra a cidade de Tebnine, no distrito de Bint Jbeil, deixou um morto e pelo menos doze feridos. Além disso, as autoridades libanesas informaram nesta quinta-feira que outras oito pessoas ficaram feridas em ataques aéreos israelenses contra a cidade de Burj al Shamali.

O Exército israelense realizou ataques ontem contra o distrito de Tiro, também no sul do país, logo após emitir uma ordem de evacuação forçada para os moradores do município de Al Mansuri, onde, em julho deste ano, ainda permaneciam cerca de 1.500 moradores, de acordo com as autoridades locais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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