Ali Hashisho / Xinhua News / Europa Press / Contac
MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -
O Exército israelense anunciou nesta quarta-feira a abertura de uma investigação após um ataque contra alvos do partido-milícia xiita Hezbollah, no qual dois jornalistas ficaram feridos, e negou ter tentado atrasar ou impedir as operações de resgate.
"As Forças de Defesa de Israel (FDI) não impediram que as equipes de resgate chegassem à área", afirmou a porta-voz do Exército, Ella Waweya, em um comunicado publicado em árabe, no qual esclarece que os detalhes do incidente já estão sendo "investigados".
Sobre o incidente, o Exército detalhou que a Força Aérea “detectou dois veículos saindo de um edifício militar utilizado pelo partido terrorista Hezbollah no sul do Líbano” e que se aproximaram das forças israelenses “de uma forma que constituía uma ameaça imediata”.
“Após determinar que estavam violando o acordo de cessar-fogo, a Força Aérea atacou um dos veículos e, em seguida, mirou um prédio onde os intrusos se refugiaram”, precisou, defendendo que as forças israelenses “não atacam jornalistas e agem para mitigar os danos que possam sofrer, ao mesmo tempo em que mantêm a segurança de suas tropas”.
A agência de notícias libanesa NNA informou que a Cruz Vermelha libanesa conseguiu chegar ao local do incidente, situado na localidade de Tiri, e resgatar uma das jornalistas, Zeinab Faraj, para posteriormente levá-la ao hospital, embora o veículo tenha sido alvo de disparos do Exército israelense durante o trajeto até o centro de saúde.
A organização está neste momento tentando localizar Amal Jalil, que se encontra desaparecida, pelo que mobilizou uma escavadeira para remover os escombros resultantes dos ataques de Israel.
Ambas as jornalistas, que trabalham para o jornal libanês “Al Ajbar”, dirigiram-se à zona para cobrir um primeiro ataque de Israel que matou pelo menos duas pessoas, conforme indicado pela NNA.
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