FUERZAS ARMADAS DE ISRAEL - Arquivo
MADRID 24 mar. (EUROPA PRESS) -
O exército israelense abriu uma investigação sobre a explosão de um hospital na Faixa de Gaza, que estava fora de serviço devido a sérios danos sofridos durante a ofensiva militar contra o enclave, devido a suspeitas de que foi realizada sem autorização da liderança das Forças de Defesa de Israel (IDF).
De acordo com relatos do jornal israelense 'Haaretz', a investigação sobre a destruição do Hospital da Amizade Turco-Palestino foi iniciada na segunda-feira, depois que o exército alegou na sexta-feira que o local havia sido bombardeado. No entanto, as imagens que circulam na Internet apontam para uma demolição controlada.
A destruição de locais como hospitais e universidades em Gaza requer a autorização de oficiais superiores do exército israelense, embora haja a suspeita de que, nesse caso, a autorização tenha sido dada pelo comandante da 252ª Divisão, Yehuda Vach, o que levou a Promotoria Militar a ordenar uma investigação.
As autoridades de Gaza, controladas pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), acusaram Israel na sexta-feira de "estrangular o sistema de saúde" após a destruição do hospital, o único em Gaza com capacidade para tratar pacientes com câncer, como parte da retomada em 18 de março de sua ofensiva contra o enclave, quebrando o cessar-fogo acordado em janeiro com o grupo islâmico.
Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores da Turquia condenou a demolição do hospital, "construído pela Turquia e operado pelas autoridades locais como um centro de tratamento de câncer". Nesse sentido, falou de "um ataque deliberado" que "faz parte da política de Israel destinada a tornar Gaza inabitável e a deslocar à força o povo palestino".
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático