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MADRID 16 out. (EUROPA PRESS) -
As autoridades israelenses reiteraram nesta quinta-feira que o Hamas é capaz de continuar com a entrega acordada dos corpos dos reféns, mas tomou a decisão de não fazê-lo, violando o acordo proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
"Israel sabe perfeitamente bem que o Hamas é capaz de devolver mais corpos e decidiu não fazê-lo", protestou o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, durante sua visita à Itália. Uma mensagem que ele transmitiu a todas as autoridades com as quais pôde se reunir, incluindo seu homólogo, Antonio Tajani.
Saar garantiu que, embora queiram "dar uma chance" ao plano de paz de Trump, é necessário que o Hamas primeiro entregue o restante dos corpos e deponha as armas. "Eles estão tentando usar nossos reféns mortos como moeda de troca", disse ele.
Da mesma forma, durante sua visita à Itália, onde se reuniu com representantes do Congresso em Roma e participou de um fórum organizado por um think tank e pelo Ministério das Relações Exteriores em Nápoles, ele relatou a "barbaridade" das execuções extrajudiciais que o Hamas cometeu contra os palestinos em Gaza.
"A comunidade internacional deve se manifestar", exigiu o ministro israelense em uma série de mensagens publicadas em sua conta no X.
Como parte do acordo de cessar-fogo lançado em 11 de outubro, o Hamas libertou os cerca de 20 reféns ainda vivos e se comprometeu a libertar os corpos. No entanto, Israel acusou o grupo palestino de atrasar deliberadamente essas entregas. Até o momento, o grupo entregou nove corpos dos 28 que permanecem em Gaza.
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