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MADRID/BRUSSELS 24 fev. (EUROPA PRESS) -
As autoridades israelenses proibiram nesta segunda-feira a entrada em Israel das eurodeputadas da esquerda europeia Lynn Boylan e Rima Hassan, ambas membros da delegação do Parlamento Europeu para as relações com a Palestina, que deveriam se encontrar com autoridades da Autoridade Palestina. Dois funcionários europeus que acompanhavam as parlamentares também foram expulsos.
O ministro do Interior de Israel, Moshe Arbel, emitiu uma declaração logo após a chegada da delegação ao Aeroporto Internacional Ben Gurion, explicando que a decisão foi tomada em coordenação com o Ministério de Assuntos da Diáspora e acusando os eurodeputados de "promover boicotes contra Israel", segundo o The Times of Israel.
"É lamentável que Israel tenha impedido que membros de uma delegação oficial do Parlamento Europeu passassem por Israel", disse Boylan. Como resultado do veto israelense, a delegação decidiu cancelar toda a missão e a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, foi informada, disseram fontes parlamentares à Europa Press.
Hassan nasceu na Síria, filho de pais palestinos, é advogado e foi eleito membro do Parlamento Europeu pelo partido de esquerda La France Insoumise nas últimas eleições europeias, realizadas entre 6 e 9 de junho de 2024. Boyle é membro do Parlamento Europeu pelo partido republicano irlandês Sinn Féin.
O grupo de eurodeputados de esquerda denunciou a expulsão de ambos os eurodeputados e destacou que Boyle era o presidente da delegação. "Trata-se de um ataque às instituições da União Europeia", afirmou.
A esquerda enfatizou que os dois funcionários do Parlamento Europeu que também foram expulsos "não estavam ligados a nenhum grupo político".
Uma porta-voz do Parlamento Europeu consultada pela Europa Press salientou que "todos os membros do Parlamento Europeu devem ser tratados com respeito, inclusive durante suas missões oficiais".
Boylan deveria se encontrar com representantes da Autoridade Palestina, organizações da sociedade civil e, "o mais importante, homens, mulheres e crianças palestinos que sofreram o impacto da guerra genocida e da ocupação ilegal de Israel", acrescentou.
Boylan pediu que a Europa responsabilizasse Israel. "Precisamos de medidas concretas, inclusive sanções, contra Israel", acrescentou.
O incidente ocorreu no momento em que o Conselho de Associação UE-Israel estava se reunindo em Bruxelas, o que a The Left denuncia por causa das "violações flagrantes da lei internacional em Gaza e na Cisjordânia". O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, viajou pessoalmente a Bruxelas para se reunir com líderes e ministros das Relações Exteriores da UE.
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