MADRID 18 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo israelense anunciou a retirada de vistos para os representantes diplomáticos da Austrália na Autoridade Palestina, em retaliação à decisão do governo australiano de reconhecer o Estado palestino e impedir a entrada de um político israelense de extrema direita.
Horas depois de o governo australiano ter confirmado que não permitiria a entrada de Simcha Rothman na Austrália por espalhar "mensagens de ódio" contra os palestinos, o chefe da diplomacia israelense, Gideon Saar, confirmou que eles não ficarão de braços cruzados.
Assim, o governo de Benjamin Netanyahu notificou o embaixador australiano de que não permitirá a entrada de pessoal diplomático que se relacione com a Autoridade Palestina e que analisará "detalhadamente" qualquer solicitação futura de visto por parte das autoridades australianas.
"Enquanto o antissemitismo está se espalhando na Austrália, (...) o governo opta por incentivá-lo com falsas acusações, como se a visita de líderes israelenses fosse perturbar a ordem pública e prejudicar a população muçulmana", disse ele em sua conta na mídia social X.
Saar descreveu como "vergonhosas" e "inaceitáveis" as últimas ações do governo de Anthony Albanese, que na semana passada anunciou que se juntaria a outros países, como a França e o Reino Unido, na tentativa de dar impulso político ao reconhecimento global do Estado palestino em setembro.
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