Publicado 05/03/2026 08:03

Israel emite um "alerta urgente" para que todos os libaneses se desloquem para o norte do rio Litani

4 de março de 2026, Beirute, Líbano: Aeronaves de guerra israelenses realizam um ataque aéreo contra um edifício nos subúrbios ao sul de Beirute, como pode ser visto no momento do impacto.
Europa Press/Contacto/Abdul Kader Al Bay

MADRID 5 mar. (EUROPA PRESS) -

O Exército de Israel emitiu nesta quinta-feira um novo “alerta urgente” exigindo que todos os residentes em localidades do Líbano situadas ao sul do rio Litani abandonem a zona, em meio à campanha de bombardeios e incursões terrestres no país, na sequência do conflito desencadeado no Oriente Médio pela ofensiva conjunta lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

“Aviso urgente aos residentes no sul do Líbano. Devem partir imediatamente para o norte do rio Litani. Este aviso também se aplica aos residentes de Tiro e Bint Yebeil”, disse o porta-voz em árabe do Exército israelense, Avichai Adrai, que assinalou que “as atividades terroristas do Hezbollah obrigam as Forças de Defesa de Israel (FDI) a agir com força”. “Não pretendemos causar danos (aos civis)”, afirmou. “Para sua segurança, reiteramos nossa exigência de que evacuem imediatamente suas casas. Qualquer pessoa que esteja perto de operações, instalações ou armas do Hezbollah coloca sua vida em risco”, afirmou em uma mensagem publicada nas redes sociais. “Qualquer casa usada pelo Hezbollah para fins militares pode ser atacada”, destacou, ao mesmo tempo em que reiterou que “qualquer movimento ao sul (do Litani) coloca sua vida em perigo”.

O chefe do Comando Norte do Exército de Israel, Rafi Milo, afirmou na quarta-feira que o Hezbollah “cometeu um grave erro” ao iniciar o lançamento de mísseis e drones contra o território israelense em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Alí Jamenei, no âmbito da ofensiva surpresa lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.

Israel já havia lançado dezenas de bombardeios contra o Líbano nos últimos meses, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que age contra as atividades do Hezbollah e garantindo que, por isso, não viola o pacto, embora tanto as autoridades libanesas quanto o grupo tenham se mostrado críticos a essas ações, igualmente condenadas pelas Nações Unidas.

O cessar-fogo previa que tanto Israel quanto o Hezbollah deveriam retirar suas tropas do sul do Líbano. No entanto, o Exército israelense manteve cinco postos no território de seu país vizinho, algo também criticado por Beirute e pelo grupo xiita, que exigem o fim desse destacamento.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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