MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, assegurou que o país "não cederá" à pressão internacional para pôr fim à ofensiva contra a Faixa de Gaza ou "aceitar a criação de um Estado palestino", e garantiu que "não haverá Estado como tal".
Ele criticou a "campanha distorcida de pressão internacional contra Israel", que "levaria o Hamas a assumir o poder em Gaza". "Não haverá um Estado palestino. Isso não vai acontecer. Não importa quanta pressão seja exercida sobre Israel", disse ele durante uma coletiva de imprensa.
Ele enfatizou que o segundo objetivo da campanha de pressão é forçar uma solução de dois Estados. "Criar um Estado palestino hoje é criar um Estado do Hamas. Um estado jihadista. Isso não vai acontecer", insistiu, enquanto acusava os governos europeus de permitir que suas políticas fossem afetadas pelo "grande número de populações muçulmanas" que residem neles.
"Israel não será a Tchecoslováquia do século 21", disse ele, referindo-se às potências europeias que concordaram em anexar os Sudetos à Alemanha nazista em 1938. "Não sacrificaremos nossa própria existência para agradar a outros países", disse ele, ao mesmo tempo em que enfatizou que "não abriria mão ou renunciaria aos interesses mais básicos de Israel".
Ele também lembrou que essa pressão "apenas sabota as chances de um cessar-fogo e de um acordo que leve à libertação dos reféns". "A pressão internacional não deve ser exercida sobre Israel, mas sobre o Hamas", acrescentou.
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