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MADRID 4 mar. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, manteve uma conversa telefônica nesta terça-feira com sua colega equatoriana, Gabriela Sommerfeld, na qual, entre outros assuntos, eles discutiram a possibilidade de o Equador abrir um escritório diplomático em Jerusalém.
"Falei com a ministra das Relações Exteriores do Equador. Elogiei a intenção do Equador de abrir um escritório de inovação com status diplomático em Jerusalém, a capital eterna do povo judeu", disse o ministro Saar em uma breve publicação em seu perfil oficial de mídia social.
Até o momento, apenas seis países abriram embaixadas em Jerusalém - Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Papua Nova Guiné e Paraguai, bem como as autoridades de Kosovo - uma pequena lista à qual poderá se juntar no futuro Fiji, que no início deste mês iniciou o processo de transferência de sua embaixada.
A abertura de missões diplomáticas em Jerusalém foi criticada pela Autoridade Palestina e por outros grupos palestinos, já que Jerusalém Oriental está ocupada desde a Guerra dos Seis Dias de 1967. De fato, é na parte ocidental da cidade que Israel tem a sede de seu parlamento, da Suprema Corte e de vários ministérios.
Embora Israel considere a cidade sua capital unificada, a comunidade internacional - com poucas exceções, inclusive os Estados Unidos - não o faz, e a solução de dois Estados prevê um Estado palestino nas fronteiras de 1967 com Jerusalém, com uma capital compartilhada entre os dois países.
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