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MADRI, 22 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo israelense e o enviado dos Estados Unidos para a Síria, Tom Barrack, entraram em conflito sobre o status das Colinas do Golã depois que Barrack denunciou que Israel está cometendo uma violação do Direito Internacional com a ocupação da região; uma declaração que, para o Ministério das Relações Exteriores de Israel, contradiz o reconhecimento oficial dos EUA à soberania israelense sobre a região.
Em declarações ao influenciador político Mario Nawfal, Barrack, que também é embaixador dos Estados Unidos na Turquia, deixou claro que “Israel continua ocupando as Colinas do Golã, contrariando as resoluções da ONU e toda a ordem internacional, que considera que as Colinas do Golã são sírias”.
Em resposta, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, criticou os comentários de Barrack porque “estão repletos de imprecisões e contradizem a própria posição de Trump sobre os Altos do Golã”.
O fato é que Trump, durante seu primeiro mandato, em 2019, assinou o reconhecimento de seu país sobre a soberania israelense nas Colinas do Golã. O governo da Síria, na época sob o comando do presidente Bashar al Assad, rejeitou a declaração norte-americana, que descreveu como um “ataque flagrante” à soberania e à integridade territorial da Síria.
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