MINISTERIO DE DEFENSA - Arquivo
MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
Israel deteve nesta terça-feira um “capacete azul” de nacionalidade espanhola destacado no âmbito da missão da ONU no Líbano (FINUL), mas o liberou “em menos de uma hora”, após a Espanha ter transmitido seu “mais veemente protesto” tanto às Nações Unidas quanto ao Estado de Israel, conforme revelou a ministra da Defesa, Margarita Robles.
A FINUL denunciou a detenção pelo Exército israelense após o bloqueio de um comboio logístico na terça-feira, embora não tenha especificado a nacionalidade do "capacete azul" retido. Já nesta quarta-feira, Robles forneceu os detalhes sobre "o incidente" em declarações à imprensa durante uma visita à Embaixada do Líbano.
A ministra explicou que soldados espanhóis integravam um comboio logístico que pretendia levar alimentos e outros recursos ao contingente indonésio, mas foram detidos por uma patrulha israelense e um dos membros espanhóis da FINUL ficou detido “por um período de tempo”, que a própria missão estimou em “menos de uma hora”.
“Imediatamente, a Espanha apresentou o mais enérgico protesto tanto à ONU quanto ao Governo de Israel”, após o que o espanhol “foi libertado”, segundo a ministra. Robles enfatizou que a detenção foi uma violação do Direito Internacional “inaceitável”.
A Espanha, que solicitou que sejam apuradas as responsabilidades pertinentes, tem “a garantia” de que o responsável “será punido”, acrescentou a ministra da Defesa. Robles acrescentou que, de fato, aquele comboio já havia sofrido outro incidente pela manhã. “Ele havia sido impedido de prosseguir”, precisou.
Robles, que insistiu em pedir a Israel que cesse seus ataques à missão, lembrou a difícil situação das tropas destacadas no âmbito da UNIFIL, frequentemente confinadas em abrigos devido aos ataques trocados entre o Exército de Israel e o partido-milícia xiita Hezbollah. Apesar disso, a ministra da Defesa reiterou que a Espanha não propôs à ONU uma eventual retirada ou realocação de seu contingente naquele país.
“Não, não, de forma alguma, muito pelo contrário”, matizou. “A ONU sabe que a Espanha sempre estará apoiando, pois acredita firmemente na paz e na importância do papel que desempenha”, continuou ela, antes de expressar o “orgulho” pelos militares destacados no Líbano.
REFORÇO MÉDICO
Nesse contexto, Robles anunciou que a Espanha enviará uma equipe médica militar à Base Miguel de Cervantes, localizada na cidade libanesa de Marjayún, para reforçar a assistência médica prestada aos feridos no âmbito da missão.
“Era complicado transportar os feridos, sobretudo os indonésios, para centros hospitalares em Beirute; muitas vezes, por via aérea, isso é impossível”, argumentou a ministra. Até o momento, três soldados indonésios faleceram em consequência dos ataques.
Robles comunicou ao embaixador do Líbano na Espanha, Hani Chemaitilly, que a Espanha manterá “as melhores relações” com Beirute e seu apoio às Forças Armadas libanesas independentemente do término da missão, cujo mandato se encerra no final de 2026.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático