Publicado 27/10/2025 10:52

Israel descarta o envio de tropas turcas para Gaza: "Não aceitaremos isso".

Archivo - Arquivo - O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar.
Kay Nietfeld/dpa - Arquivo

MADRID 27 out. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, descartou nesta segunda-feira o envio de tropas turcas para a Faixa de Gaza, uma questão que, segundo ele, "não será aceita" pelas autoridades, dada a "posição hostil" de Ancara em relação às questões políticas israelenses.

"Os países que estão preparados ou querem enviar tropas devem pelo menos ser justos com Israel", disse o ministro, observando que as relações entre as partes, "que já foram mais próximas", pioraram "drasticamente" sob o comando do presidente Recep Tayyip Erdogan.

Ele acusou Erdogan de "fazer uma campanha contra o país e comparar suas ações com as dos nazistas". "Ele também nos acusou de genocídio e é um apoiador do grupo terrorista Hamas", disse ele, de acordo com o The Times of Israel.

"A Turquia de Erdogan não apenas faz declarações hostis, mas também toma medidas econômicas e diplomáticas hostis", disse ele durante uma coletiva de imprensa com seu colega húngaro, Peter Szijjarto, em Budapeste, onde ele está visitando. "Para nós, não é razoável que suas forças armadas entrem em Gaza, por isso dissemos aos nossos amigos americanos", disse ele.

Saar também destacou que a Autoridade Palestina continua a "pagar os terroristas", apesar das "promessas" feitas. Ele acusou alguns dos prisioneiros palestinos recentemente libertados de "se beneficiarem de tais políticas". "A Europa simplesmente olha para o outro lado", acrescentou.

Ele disse que "os terroristas recebem seus cheques nos correios palestinos", de onde novos pagamentos estão sendo feitos "como parte do cessar-fogo". "Eles recebem legitimidade sem qualquer responsabilidade real", disse ele.

Ele também reafirmou que Israel "não coopera com a UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo)", que Israel acusa de "ter infiltrados do Hamas". "A luta ainda não acabou. O Hamas ainda está segurando os restos mortais de 13 reféns mortos que devem ser devolvidos imediatamente", disse ele.

Sobre as relações com a Hungria, ele destacou o apoio recebido e sua "clara dimensão moral" na formação de sua política externa. "Estamos ansiosos para fortalecer ainda mais as estreitas relações econômicas e interpessoais entre nossas nações", acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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