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MADRID, 25 jun. (EUROPA PRESS) -
O governo israelense declarou nesta quarta-feira o Banco Central do Irã como "organização terrorista" por seu suposto papel no "financiamento do terrorismo", um dia depois da entrada em vigor de um acordo de cessar-fogo após doze dias de conflito provocado pela ofensiva lançada em 13 de junho pelo exército israelense contra o país da Ásia Central.
"O Banco Central do Irã não é uma instituição financeira, mas um canal que canaliza bilhões (de dólares) para o terrorismo assassino", disse o ministro da defesa de Israel, Israel Katz, que argumentou que a medida significa "atingir os locais que mais prejudicam o regime dos aiatolás, que financia as atividades terroristas do Hezbollah, dos Houthis, das milícias xiitas no Iraque e do Hamas por meio da Guarda Revolucionária".
Ele disse que "nenhum elemento do regime que se envolve em atividades terroristas tem imunidade" e acrescentou que "o Estado de Israel continuará a usar todo o seu poder militar, econômico e de inteligência para expor, atacar e secar o eixo do mal iraniano, onde quer que ele opere", de acordo com uma declaração divulgada por seu gabinete.
A decisão de Katz também afeta dois outros bancos iranianos, uma empresa supostamente ligada às forças armadas iranianas e três altos funcionários, uma medida tomada a pedido do Mossad e por recomendação do Escritório Nacional de Contraterrorismo do Ministério da Defesa de Israel.
Os outros dois bancos afetados são o Bank Shahr e o Bank Mellat, que Israel acusa de "ajudar no financiamento e na transferência de fundos para a Guarda Revolucionária e entidades subordinadas", enquanto a empresa sancionada é a Saffar Energy Jahan Company, "pertencente ao Estado-Maior das Forças Armadas do Irã e usada para gerenciar a venda de petróleo para financiar a Guarda Revolucionária".
Por fim, os sancionados são Mayid Azami, um alto funcionário do Ministério do Petróleo do Irã; Yamshid Eshaqi, diretor da Saffar Energy Jahan Company; e Elias Niromand Tomaje, também um alto funcionário da empresa mencionada, sem que as autoridades iranianas tenham reagido até o momento a essa decisão do governo de Israel.
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