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MADRID 25 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideo Saar, rebateu na sexta-feira o presidente francês Emmanuel Macron por reconhecer a Palestina como um Estado, acusando-o de colocar em risco a libertação dos reféns e de ter feito isso para fins de "publicidade" para seu benefício pessoal.
Saar argumenta que o reconhecimento do Estado palestino - previsto para setembro - não ajuda em nada a chegar a um acordo. "Pelo contrário", protestou ele, argumentando que tal "presente" só faria com que o Hamas "endurecesse" suas posições de negociação.
"As consequências serão o prolongamento da guerra, bem como a continuação dos maus-tratos aos reféns e o sofrimento da população de Gaza", disse o ministro das Relações Exteriores, que sugeriu que Macron é motivado apenas por interesses pessoais, conforme escreveu em sua conta na rede social.
"Por que o presidente Macron anunciou em julho sua intenção de fazer seu anúncio na ONU em setembro? É um golpe publicitário?", perguntou Saar, para quem a decisão de Macron, como ele já havia apontado no dia anterior, também constitui "uma clara ameaça" à segurança de Israel.
Macron havia planejado reconhecer o estado da Palestina durante uma cúpula internacional patrocinada pela França e pela Arábia Saudita, programada para meados de junho na sede da ONU em Nova York para promover a solução de dois estados, mas ela foi suspensa devido ao fogo cruzado dos ataques entre Israel e o Irã.
Com essa decisão, as autoridades francesas seguem os passos da Espanha, Irlanda e Noruega, que em 28 de maio de 2024 reconheceram a Palestina em uma ação simultânea que foi repreendida por Israel.
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