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MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) -
As autoridades de Israel criticaram nesta sexta-feira como “vergonhoso” o fato de os Países Baixos terem decidido intervir no processo do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) no caso da África do Sul contra Israel, por genocídio em relação à ofensiva lançada contra a Faixa de Gaza, enquanto denunciavam que estão ocorrendo ataques contra sinagogas no país.
“Ontem ocorreu um ataque contra uma sinagoga em Roterdã. No entanto, a Holanda considerou mais importante intervir no caso inventado pela África do Sul contra o Estado de Israel”, criticou o ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Saar, que classificou de “vergonhoso” o comportamento do Executivo holandês, liderado há três semanas pelo liberal Rob Jetten.
A Holanda decidiu intervir perante a CIJ no caso apresentado pela África do Sul contra Israel por um possível genocídio em Gaza. Juntamente com o governo holandês, a Islândia aderiu ao processo, aumentando assim a lista de países que se uniram à causa nos últimos anos, entre os quais a Espanha.
As autoridades holandesas confirmaram um ataque ocorrido na madrugada contra uma sinagoga em Roterdã, que foi incendiada sem que houvesse relatos de vítimas. O ministro da Justiça e Segurança holandês, David van Weel, classificou o ataque como uma “notícia terrível” que reflete a “intimidação e violência” sofridas pela comunidade judaica. Nesse sentido, o ministro indicou que “muito provavelmente” se trata de “um incidente com motivação antissemita”, informou a emissora pública NOS. Por sua vez, a prefeita de Roterdã, Carola Schouten, destacou que o episódio gera “muito medo entre os concidadãos judeus”, insistindo que a cidade reforçará a vigilância das sinagogas. Chris den Hoedt, presidente da sinagoga, classificou o ato como um “ataque seletivo contra uma comunidade religiosa holandesa”, insistindo que se trata de um episódio “inadequado e terrível” que se soma à tendência crescente de antissemitismo no país.
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