O governo israelense denuncia um comportamento “hipócrita” e pede a Sánchez que condene a violência policial
MADRID, 24 maio (EUROPA PRESS) -
O governo israelense convocou a encarregada de negócios da Embaixada da Espanha no país, Francisca Pedrós, para pedir explicações sobre a investida da Ertzaintza contra os ativistas da frota ao retornarem a Bilbao e criticou as autoridades espanholas por praticarem um ato de “hipocrisia” e manterem silêncio sobre esse incidente enquanto condenam Israel “sob qualquer pretexto”.
O diretor político do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yossi Amrani, lamentou que “a Espanha envie seus provocadores a Israel e depois condene Israel por suas ações legítimas para impor um bloqueio naval legal”, enquanto, ao mesmo tempo, “as autoridades espanholas empregam violência grave contra esses mesmos participantes da frota”.
A Ertzaintza, vale lembrar, acabou detendo quatro pessoas acusadas de desobediência grave, resistência e agressão a agente da autoridade, durante os incidentes de Loiu. Os agentes usaram seus cassetetes com dureza e arrastaram alguns ativistas. Segundo informou o Departamento de Segurança do País Basco, após o ocorrido, a Diretoria de Assuntos Internos da Ertzaintza iniciou uma investigação para verificar se a atuação dos agentes está em conformidade com as instruções em vigor.
Após os incidentes, e em um comunicado publicado nas redes sociais do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Amrani anunciou que pedirá explicações a Pedrós sobre o silêncio do governo espanhol a respeito. “Nem o presidente do governo, Pedro Sánchez, nem nenhum de seus ministros consideraram oportuno condenar a violência das autoridades espanholas, enquanto sempre se apressam em condenar Israel sob qualquer pretexto”, destaca o comunicado.
Amrani garantiu que Israel “enfrentou provocações muito mais graves por parte de centenas de participantes da frota durante cada uma das últimas seis frotas” e nunca chegou a empregar “a violência severa” à qual “recorreram as autoridades espanholas”.
A Global Sumud Flotilla denunciou, por outro lado, que entre seus membros detidos pelas autoridades de Israel ocorreram pelo menos 15 agressões sexuais e dezenas de feridos, após permanecerem sob custódia israelense após a interceptação das embarcações em águas internacionais no mar Mediterrâneo, quando tentavam chegar às costas de Gaza.
Por fim, o responsável político do Ministério questionou Pedrós sobre por que o Governo espanhol “não tomou até o momento nenhuma medida” em relação ao ativista espanhol Saif Abukeshek, detido em outra operação contra a frota no início do mês. Abukeshek retornou à Espanha após passar uma semana na prisão e em greve de fome. Israel acusa Abukeshek de manter “vínculos” com o movimento islâmico palestino Hamas e lembra que ele está na lista de sanções dos Estados Unidos.
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