Publicado 22/03/2026 05:22

Israel confirma mais de 300 feridos em menos de 24 horas, enquanto o Irã e o Hezbollah intensificam seus ataques

DIMONA, 22 de março de 2026  -- Equipes de emergência atuam no local do impacto de um ataque com mísseis iranianos em Dimona, no sul de Israel, em 21 de março de 2026. Um míssil lançado pelo Irã feriu 47 pessoas na cidade de Dimona, no sul de Israel, na n
Europa Press/Contacto/Israel Defense Forces

O Irã denuncia ataques de Israel e dos EUA a usinas de dessalinização e à rede de distribuição de água MADRID 22 mar. (EUROPA PRESS) -

O Irã e as milícias libanesas do Hezbollah intensificaram seus ataques com projéteis contra Israel nas últimas 24 horas, com uma onda de bombardeios que deixou, segundo o último balanço do Ministério da Saúde israelense, pelo menos um morto e 303 feridos, oito deles em estado grave, a maioria no sul do país.

A recrudescência começou no final da tarde de domingo, em retaliação direta a um ataque norte-americano ao centro de enriquecimento de urânio na cidade iraniana de Natanz. Ao cair da noite, o Irã respondeu com um ataque em grande escala contra Dimona, local das principais instalações nucleares israelenses, e a cidade de Arad, no sul de Israel.

Os mísseis iranianos acabaram atingindo o alvo após o que parece ter sido uma falha nos sistemas de defesa antiaérea israelenses. As Forças Armadas informaram que estão investigando por que as defesas antiaéreas não conseguiram interceptar o míssil balístico em Dimona, onde houve uma resposta defensiva, mas não foi possível impedir o ataque.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reconheceu que foi “uma tarde muito difícil” devido aos ataques em Dimona e Arad. Netanyahu conversou com o prefeito de Arad, Yair Maayan, e ordenou que fosse prestada “toda a assistência necessária” por parte do governo. “Estamos decididos a continuar atacando nossos inimigos em todas as frentes”, enfatizou.

Desde as 6h da manhã de hoje, o Exército israelense confirmou até quatro alertas nacionais devido a ataques com mísseis iranianos contra o centro e o sul do país, enquanto o serviço de emergências israelense confirmou, por sua vez, pelo menos uma vítima fatal no norte durante um bombardeio do Hezbollah contra — conforme informado posteriormente pela organização libanesa — posições militares israelenses utilizadas como ponta de lança das operações no sul do Líbano.

O Irã anunciou ainda ataques contra o aeroporto de Ben Gurion com um novo modelo de drone identificado como o 'Arash 2', "mais avançado e destrutivo" que os 'Kian' e 'Arash 1' e com um alcance de 2.000 quilômetros, barato, de tamanho reduzido, de fabricação rápida e capaz de evadir radares, segundo declarou um porta-voz militar iraniano. O Exército de Israel não se pronunciou sobre o assunto.

Dos feridos, oito encontram-se em estado grave e 29 em estado moderado. Desde o início dos ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã, no último dia 28 de fevereiro, e a consequente resposta iraniana, o Ministério da Saúde israelense confirmou 4.564 feridos que precisaram de hospitalização.

ISRAEL INICIA UM ATAQUE EM MASSA CONTRA A INFRAESTRUTURA IRANIANA Conforme prometido no último domingo pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, o Irã tem sido palco, nas últimas horas, de ataques israelenses contra suas infraestruturas essenciais.

O ministro do Petróleo iraniano, Mohsen Paknejad, confirmou que os ataques tiveram como alvo instalações de transporte e usinas de dessalinização de água. Partes da rede de distribuição de água foram destruídas.

Paknejad procurou tranquilizar a população e garantiu que, neste momento, não há problemas para assegurar o abastecimento de combustível em todo o país, e denunciou que o “inimigo busca causar sofrimento aos cidadãos atacando a infraestrutura nacional”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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