Abed Rahim Khatib/dpa - Arquivo
MADRID 20 maio (EUROPA PRESS) -
As autoridades israelenses condenaram nesta terça-feira a decisão do governo britânico de suspender as negociações comerciais sobre a ofensiva desencadeada contra a Faixa de Gaza, onde cerca de 53.600 pessoas já morreram, e disseram que essas conversas estavam fazendo pouco progresso.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel disse em um comunicado que as medidas do governo britânico bloquearam um acordo que "beneficiaria ambos os lados", mas culpou a "obsessão anti-Israel" e "considerações políticas internas".
"Se o governo britânico está preparado para prejudicar a economia britânica por isso, essa é a sua prerrogativa", disse ele, ao mesmo tempo em que atacou as últimas sanções de Londres contra os colonos israelenses: "essas medidas são injustificadas, lamentáveis e ocorrem em um momento em que Israel ainda está de luto por outra vítima do terrorismo palestino".
Ele falou sobre Tzeela Gez, uma mulher grávida que foi morta na semana passada em um tiroteio no assentamento de Bruchin, no norte da Cisjordânia. "Os médicos continuam a lutar pela vida do bebê, que ainda está no hospital", afirma o documento.
A esse respeito, o governo israelense lembrou que o mandato britânico na Palestina "terminou há exatamente 77 anos". "A pressão externa não mudará as decisões de Israel, que continua a defender sua existência e sua segurança contra os inimigos que parecem buscar sua destruição", disse o documento.
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