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MADRID 19 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente de Israel, Isaac Herzog, concedeu indulto a Elor Azaria, um ex-militar israelense condenado em 2017 a 18 meses de prisão por ter matado, com um tiro na cabeça, um palestino um ano antes, Abdul Fata al Sharif, que se encontrava ferido no chão após ter esfaqueado um soldado na cidade de Hebron, na Cisjordânia.
O presidente atendeu favoravelmente a um pedido apresentado em julho passado pelo próprio Azaria, com o objetivo de que seus antecedentes criminais fossem automaticamente eliminados, o que só teria ocorrido em 2032 se o processo não tivesse sido agilizado, segundo informa o “Times of Israel”.
“As circunstâncias, o tempo decorrido e o arrependimento expressado por Azaria justificam que lhe seja permitido iniciar um novo capítulo em sua vida”, afirma um comunicado do gabinete do presidente, que também invoca a proximidade da festividade judaica de Yom Kipur, também conhecida como Dia do Perdão.
Herzog ressaltou que o prazo de prescrição do crime cometido “já expirou” e defendeu que já se passou um tempo “considerável” desde o assassinato cometido por Azaria, hoje pai de dois filhos, há dez anos.
Azaria, que foi declarado culpado de homicídio e condenado a 18 meses de prisão, cumpriu apenas nove meses de pena. As autoridades chegaram a permitir que ele saísse dois dias antes para poder comparecer ao casamento de seu irmão.
O então militar matou Al Sharif, um palestino de 21 anos, cerca de onze minutos depois que este foi ferido a tiros e imobilizado, após ter esfaqueado um soldado israelense em Hebron.
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